As romarias não são empresas novas entre os que crêem. A Bíblia indica movimentações freqüentes dos hebreus, entre as quais as visitas ao templo de Jerusalém.
Lucas descreve uma das viagens da Família de Nazaré, incluindo o conhecido episódio da perda do Menino Jesus, duodecênio, encontrado no templo, em colóquio com os doutores da Lei que se admiravam da sabedoria de suas respostas e a inteligência de suas perguntas. “Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa” (Lc 2,41). O caráter grupal da viagem, à moda de todas as romarias, verifica-se ao narrar a aflição de Maria e José que o procuravam, “pensando que ele estivesse na caravana” (Lc 2,44).
A própria Paixão de Cristo deu-se numa destas viagens pascais. O Evangelho joanino evidencia ao menos três peregrinações de Cristo à cidade santa.
O exemplo de Cristo-Peregrino inspira, na história, as romarias dos cristãos que, desde os primeiros tempos se organizam para visitação de lugares sagrados. São Jerônimo, já no quarto século, incentiva as peregrinações à Terra Santa. No período medieval, o costume de peregrinar se tornou tão freqüente que se multiplicaram os santuários. Na idade moderna e na contemporânea, este costume não diminuiu, antes aumentou. É que a alma humana tem razões e emoções que impulsionam a natural necessidade de celebrar a vida terrena em vista das realidades eternas. O ser humano é um perene peregrino em busca da cidade permanente, onde será efetivado seu encontro definitivo com o Pai.
Movidos por estes sentimentos, todos os anos, os diocesanos de Jundiaí vão em romaria ao Santuário Nacional de Aparecida, a casa e escola de Maria, para celebrar sua comunhão eclesial.
Em sua quinta versão, no dia 15 de novembro passado, cerca de 25 mil pessoas seguiram os caminhos da fé, em 471 ônibus e mais de 200 outros veículos, vindos das 11 cidades da Diocese. Num eloqüente simbolismo, o povo, com seus presbíteros, diáconos, seminaristas, religiosas, agentes leigos de pastoral, tendo à frente o Pastor Diocesano, entrou na Casa de Deus em Aparecida, para aprender, mais uma vez, com Maria, a lição do discipulado do Divino Mestre. Já o Santo Padre Bento XVI, em sua visita ao mesmo Santuário no ano de 2007, ensinava: “Maria Santíssima, a Virgem pura e sem mancha, é para nós escola de fé destinada a nos conduzir e a nos fortalecer no caminho que conduz ao encontro com o Criador do céu e da terra”. Conclui o Papa com os seguintes termos: “Permaneçam na escola de Maria. Inspirem-se em seus ensinamentos. Procurem acolher e guardar dentro do coração as luzes que ela , por mandado divino, envia a vocês a partir do alto” (Discurso - 12.05.2007).
Para a devida preparação espiritual, reuniu-se a multidão na esplanada do templo, onde rezou o Terço, certo de que “a familiaridade com o mistério de Jesus é facilitada pela reza do Rosário, onde o povo cristão aprende de Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo e a experimentar a profundidade de seu amor. Mediante o Rosário, o cristão obtém abundantes graças, como recebendo-as das próprias mãos da mãe do Redentor” (Rosarium Virginis Mariae, citada em Documento de Aparecida, 271).
Contemplando os mistérios gloriosos de Cristo, os corações estavam prontos para celebrar o supremo Mistério Pascal da Eucaristia, no recinto interno do Santuário, capaz de acolher mais de 30 mil fiéis.
A liturgia da Palavra trouxe a pregação de Cristo sobre a necessidade de rezar e nunca deixar de rezar. A oração é como o ar para os pulmões. O trecho de Lucas, sobre a insistência de uma mulher que pedia medidas justas a um juiz iníquo e foi atendia, reafirma a certeza da atenção de Deus a todos que o procuram (cf. Lc 18,1-8).
Aos peregrinos em retorno coube assimilar ex imo corde as lições de Maria, “a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários” (Documento de Aparecida, 269).
A V Romaria Diocesana realizou-se na atmosfera do Ano Paulino, com olhar direcionado para Cristo e o coração pulsando ao ritmo de sua fidelíssima Mãe.
Dom Gil Antônio Moreira
Bispo Diocesano de Jundiaí
O assunto principal desta edição é a V Romaria Diocesana a Aparecida. Romaria é, por definição, uma peregrinação religiosa feita por um grupo de pessoas a um local considerado santo - seja para louvar a Deus, cumprir votos, pagar promessas, agradecer, pedir graças, ou simplesmente por devoção. O termo “romaria” é também uma referência explícita à Roma - sede da Igreja Católica - e, por esse motivo, é usado para classificar especialmente as peregrinações católicas. As sagradas escrituras estão repletas de textos mencionando peregrinações aos lugares sagrados, como Jerusalém, para onde caminhava cantando o povo eleito, especialmente nas festas santas. Ou de peregrinações que simbolizam o próprio itinerário da vida, na direção da eternidade, como a busca de Abrão pela Terra Prometida ou os 40 anos do povo hebreu, no deserto, guiado por Moisés e depois Josué.
Nossas peregrinações, hoje, têm o mesmo sentido, somado ao propósito de configurarem uma profissão de fé pública de um povo a respeito de sua fé em seu Deus e de seus princípios morais. Ao Santuário Nacional de Aparecida se deslocaram, com esse espírito, de todas as cidades de nossa Diocese, 25 mil fiéis peregrinos, entre leigos de todas as idades, seminaristas, religiosos, religiosas, padres e diáconos, todos guiados por dom Gil Antônio Moreira.
Caminharam para o templo, no dia 15 de novembro, como homenagem e devoção à Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil. Levaram, como presente à Maria, um “ramalhete espiritual” com 414.484 terços rezados de 12 de outubro a 12 de novembro, nas 61 paróquias das 11 cidades diocesanas. Um ramalhete tecido das esperanças daqueles que confiam no amor de um Deus Pai, na redenção operada pela encarnação do Filho Unigênito, Jesus Cristo, e que, sobretudo, conhecem o coração amantíssimo da Mãe e Senhora e, por isso, crêem piamente no poder de sua eficaz intercessão.
Um feixe de flores místicas, amarrado no cordão de súplicas, pedidos, intercessões, bendições de idosos, jovens, crianças, homens e mulheres que, em suas famílias, empenham não apenas seus esforços materiais, mas também essas suas preces, na edificação de um mundo melhor, com pessoas melhores, reconstruídas da argamassa do testemunho da caridade, na profissão de fé apoiada no Espírito. Pessoas capazes de entregar suas vidas, que reconhecem redimidas no amor desse mesmo Deus, em favor da dignidade da vida do outro e de todos - especialmente os indefesos e os excluídos.
O bispo, inspirado, enalteceu o espírito missionário do evento e destacou sua importância como um marco de nossa comunidade diocesana, nessa luta que deve ser a de todos os católicos.
À Senhora Aparecida, nessa caminhada e nesse rosário espiritual, contemplativo e ativo ao mesmo tempo, o povo de nossa Diocese ergueu sua oblação humilde. Repetindo, simbólica e efetivamente, no mar de gente que formou no Santuário, a profissão de fé do Apóstolo Pedro a Jesus: “Senhor, Tu Sabes que te Amo!...” Tu sabes que te amamos. Ergueu, assim, seu clamor de fé que seguirá brilhando diante de Deus.
Irmãos e irmãs! O tema da ressurreição abre uma nova perspectiva, a da espera da volta do Senhor, e por isso nos leva a refletir sobre a relação entre o tempo presente, tempo da Igreja e do Reino de Cristo, e o futuro (éschaton) que nos espera, quando Cristo entregará o Reino ao Pai (cf. 1Cor 15,24). Todo discurso cristão sobre as realidades últimas, chamado escatologia, parte sempre do acontecimento da ressurreição: neste acontecimento as realidades últimas já começaram e, de certa forma, já estão presentes.
Provavelmente no ano 52, São Paulo escreveu a primeira de suas cartas, a 1ª Carta aos Tessalonicenses, onde fala dessa volta de Jesus, chamada parusia, advento,nova, definitiva e manifesta presença (cf. 4,13-18). Paulo descreve a parusia de Cristo com acentos muito vivos e com imagens simbólicas, mas que transmitem uma mensagem simples e profunda: ao final estaremos sempre com o Senhor. Esta é, muito além das imagens, a mensagem essencial: nosso futuro é “estar com o Senhor”. Enquanto crentes, em nossa vida nós já estamos com o Senhor. Nosso futuro, a vida eterna, já começou.
Na 2ª Carta aos Tessalonicenses, Paulo muda a perspectiva. Fala de acontecimentos negativos, que deverão preceder o final e conclusivo. Não se deve deixar-se enganar - diz - como se o dia do Senhor fosse verdadeiramente eminente, segundo um cálculo cronológico. Antes da chegada do Senhor virá a apostasia e se revelará o não melhor identificado “homem iníquo”, o “filho da perdição” (2,3), que a tradição chamará depois de anticristo. Mas a intenção desta Carta de São Paulo é sobretudo prática. A espera da parusia de Jesus não dispensa do trabalho neste mundo, mas ao contrário, cria responsabilidades diante do Juiz divino sobre nosso atuar neste mundo. Precisamente assim, cresce nossa responsabilidade de trabalhar em e para este mundo.
A mesma coisa e o mesmo nexo entre parusia - volta do Juiz-Salvador - e nosso compromisso na vida, aparece em outro contexto e com aspectos novos na Carta aos Filipenses. Paulo está na prisão e espera a sentença, que pode ser de condenação à morte. Nessa situação, pensa em seu futuro estar com o Senhor, mas pensa também na comunidade de Filipos.
Paulo não tem medo da morte, ao contrário: esta indica de fato o completo ser com Cristo. Mas Paulo participa também dos sentimentos de Cristo, que não viveu para si mesmo, mas para nós. Viver para aos demais se converte no programa de sua vida e por isso mostra sua perfeita disponibilidade à vontade de Deus, ao que Deus decidir.
Está disponível sobretudo, também no futuro, a viver na terra para os demais, a viver por Cristo, a viver por sua presença viva e assim para a renovação do mundo. Vemos que este seu ser com Cristo cria a grande liberdade interior: liberdade diante da ameaça da morte, mas liberdade também diante de todas as tarefas e os sofrimentos da vida. Estava simplesmente disponível para Deus e realmente livre.
E passamos agora, após ter examinado os diversos aspectos da espera da parusia de Cristo, a perguntar-nos: quais são as atitudes fundamentais do cristão para com as realidades últimas, a morte, o fim do mundo? A primeira atitude é a certeza de que Jesus ressuscitou, está com o Pai e por isso está conosco, para sempre. Ninguém é mais forte que Cristo, porque Ele está com o Pai, está conosco. Por isso estamos seguros, livres do medo. Este era um efeito essencial da pregação cristã. O medo dos espíritos, dos deuses, estava difundido em todo o mundo antigo. E também hoje os missionários, junto com tantos elementos bons das religiões naturais, encontram o medo dos espíritos, dos poderes nefastos que nos ameaçam. Cristo vive, venceu a morte e todos estes poderes. Vivemos com esta certeza, com esta liberdade, com esta alegria. Este é o primeiro aspecto de nosso viver para o futuro.
Em segundo lugar, a certeza de que Cristo está comigo e de que em Cristo o mundo futuro já começou, também dá certeza da esperança. O futuro não é uma escuridão na qual ninguém se orienta. Não é assim. Sem Cristo, também hoje para o mundo o futuro está escuro, há medo do futuro. O cristão sabe que a luz de Cristo é mais forte e por isso vive em uma esperança que não é vaga, em uma esperança que dá certeza e valor para enfrentar o futuro.
Finalmente, a terceira atitude. O Juiz que volta - é juiz e salvador ao mesmo tempo - nos deixou a tarefa de viver neste mundo segundo seu modo de viver. Entregou-nos seus talentos. Por isso, nossa terceira atitude é: responsabilidade para com o mundo, para com os irmãos diante de Cristo, e ao mesmo tempo a certeza de sua misericórdia.
Ambas as coisas são importantes. Não vivemos como se o bem e o mal fossem iguais, porque Deus só pode ser misericordioso. Isso seria um engano. Na realidade, vivemos em uma grande responsabilidade. Temos os talentos, temos de trabalhar para que este mundo se abra a Cristo, seja renovado. Mas inclusive trabalhando e sabendo em nossa responsabilidade que Deus é o juiz verdadeiro, estamos seguros também de que este juiz é bom, conhecemos seu rosto, o rosto de Cristo ressuscitado, de Cristo crucificado por nós. Por isso podemos estar seguros de sua bondade e seguir adiante com grande valor.
Um dado ulterior do ensinamento paulino sobre a escatologia é o da universalidade do chamado à fé, que reúne judeus e gentios, ou seja, os pagãos, como sinal e antecipação da realidade futura, pelo que podemos dizer que já estamos sentados no céu com Jesus Cristo, mas para mostrar aos séculos futuros a riqueza da graça (cf. Ef 2,6s): o depois se converte em um antes para tornar evidente o estado de realização incipiente em que vivemos. Isso faz toleráveis os sofrimentos do momento presente, que não são comparáveis à glória futura (cf. Rm 8,18). Caminha-se na fé e não na visão, e ainda que fosse preferível exilar-se do corpo e habitar com o Senhor, o que conta em definitivo, morando no corpo ou saindo dele, é ser agradável a Deus (cf. 2Cor 5,7-9).
Finalmente, um último ponto, que talvez pareça um pouco difícil para nós. São Paulo, na conclusão de sua 2ª Carta aos Coríntios, repete e põe na boca também dos Coríntios uma oração nascida nas primeiras comunidades cristãs da área da Palestina: “Maranà, thà!”, que literalmente significa “Senhor nosso, vem!” (16,22).
A oração da primeira comunidade cristã e também o último livro do Novo Testamento, o Apocalipse, se fecha com esta oração: “Senhor, vem!”. Podemos rezar assim também nós? Parece-me que para nós hoje, em nossa vida, em nosso mundo, é difícil rezar sinceramente para que este mundo pereça, para que venha a nova Jerusalém, para que venha o juízo último e o juiz, Cristo.
Creio que se não nos atrevemos a rezar sinceramente assim por muitos motivos, contudo, de uma forma justa e correta, podemos também dizer com os primeiros cristãos: “Vinde, Senhor Jesus!”. Certamente, não queremos que venha agora o fim do mundo. Mas, por outro lado, queremos que termine este mundo injusto. Também nós queremos que o mundo seja profundamente transformado, que comece a civilização do amor, que chegue um mundo de justiça e de paz, sem violência, sem fome.
Queremos tudo isso: e como poderia acontecer sem a presença de Cristo? Sem a presença de Cristo nunca chegará realmente um mundo justo e renovado. E ainda que de outra maneira, totalmente e em profundidade, podemos e devemos dizer também nós, com grande urgência e nas circunstâncias de nosso tempo: Vinde, Senhor! Vinde a vosso mundo, na forma que tu sabes. Vem onde há injustiça e violência. Vem aos campos de refugiados, em tantos lugares do mundo. Vinde onde dominam as drogas. Vinde também entre esses ricos que vos esqueceram, que vivem só para si mesmos. Vinde onde sois desconhecido. Vinde a vosso mundo e renovai o mundo de hoje. Vinde também a nossos corações, vinde e renovai nossa vida, vinde a nosso coração para que nós mesmos possamos ser luz de Deus, presença vossa. Neste sentido rezamos com São Paulo: Maranà,thà! “Vinde, Senhor Jesus!”, e rezamos para que Cristo esteja realmente presente hoje em nosso mundo e o renove.
Benedictus PP XVI
Fonte: zenit.org
O bispo diocesano, dom Gil Antônio Moreira, presidiu no dia 22 de novembro, no Anfiteatro da Cúria Diocesana, o último encontro do Conselho Diocesano de Pastoral (CDP) de 2008.
Os padres Joaquim Wladimir Lopes Dias, vigário geral da Diocese; João Benedito Pires das Neves, vigário episcopal das regiões de Salto e Itu, e Venilton Calheiros, coordenador do Colegiado de Pastoral, também fizeram parte da mesa diretora dos trabalhos.
Na pauta foram elencados diversos assuntos, entre os quais a avaliação da V Romaria a Aparecida, que mereceu dos presentes um comentário altamente positivo, com algumas observações em vista da contínua melhoria, e a apresentação da Campanha da Fraternidade 2009, cujo tema será “Fraternidade e Segurança Pública”.
Cada um dos membros conselheiros recebeu um exemplar do Projeto Diocesano de Evangelização, seguida de um comentário de dom Gil, a título de leitura dinâmica do seu rico texto. Como “dever de casa” ficou a tarefa de ler atentamente o conteúdo do livreto, já que a primeira reunião de 2009 será dedicada para rever, avaliar, incrementar e investir no que for necessário para a melhoria do Projeto, em vista da VIII Assembléia Diocesana de Pastoral a realizar-se em outubro de 2009.
O tema central da reunião foi a revisão da estrutura operacional do Conselho. Perguntas como “O que podemos fazer para melhorar o CDP?” e “Como articular o CDP com o organismo que você representa (paróquia, pastoral, movimento, associação, etc.)?” foram feitas aos conselheiros presentes. Seguindo o modelo participativo, os participantes foram divididos em grupos: de representantes de paróquias e regiões pastorais, de coordenadores de pastorais, e de representantes dos movimentos/associações/serviços, dando a cada um a oportunidade de refletir e opinar.
Os conselheiros, cerca de oitenta, representativos dos diversos setores da vida da igreja diocesana como sacerdotes e diáconos, coordenadores de pastorais, movimentos e associações em sua maioria fiéis leigos, reconheceram que o trabalho na Diocese tem sido intenso, muito positivo, mas tornou visível alguns serviços a serem melhorados na pastoral. Foram elencadas diversas sugestões, que serão encaminhadas ao Colegiado de Pastoral para análise e aprovação.
Além da definição do calendário de reuniões 2009, o conselho decidiu pela realização da VIII Assembléia Diocesana de Pastoral, no dia 31 de outubro do ano que vem.
Dom Gil encerrou o encontro com uma bênção.
O Instituto Borges de Artes e Ofícios (IBAO) completou 84 anos de atividades na área educacional na cidade de Itu. A data foi comemorada no dia 10 de novembro por alunos, funcionários, diretores e colaboradores da instituição com missa presidida pelo padre Carlos Desidério da Rosa, que contou com a presença do diácono Walfrido Scavacini. Após a celebração eucarística os presentes assistiram a apresentações de jogral e musicais. Para encerrar a noite de comemorações, todos puderam participar de uma confraternização. O IBAO é uma entidade que pertence à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itu. Ela oferece cursos técnicos gratuitos para cerca de 800 alunos, nas áreas de Técnico de Segurança do Trabalho, Informática para usuários, Programa de Iniciação Profissional do Menor (com cursos de tornearia, fresa, leitura de desenho técnico e de leitura de medidas) e o Ensino Médio. Durante décadas recebeu alunos de vários municípios da região. Todos os cursos oferecidos pelo IBAO são gratuitos, assim como o uso de laboratório, uniforme e material didático. A preferência é por alunos vindos de famílias carentes e as vagas remanescentes são destinadas aos demais alunos interessados. O prédio onde funciona o IBAO possui arquitetura assinada pelo renomado Ramos de Azevedo. Em Itu, é um dos dois prédios do arquiteto, assim como o do Mercado Municipal. Totalmente restaurado, possui amplas salas de aulas, laboratório, auditório com 300 lugares e o Centro Pró-Memória. O Centro reúne mais de 570 peças catalogadas pertencentes à Irmandade, com móveis, objetos e paramentos religiosos, além de documentação histórica. O Centro Pró-Memória ocupa cinco salas do IBAO. A associação mantenedora, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itu, surgiu em 1840, com recursos deixados por Caetano José Portela. A Irmandade chegou a receber doação do próprio imperador Dom Pedro II, quando visitou Itu em 1846. O IBAO nasceu da herança deixada pelo português Joaquim Bernardo Borges, que fez fortuna em Itu e logo depois mudou para São Paulo, adquirindo diversos imóveis. Em 1920, pouco antes de morrer, deixou testamento oferecendo parte de sua fortuna e imóveis para fundar e administrar perpetuamente o IBAO e uma maternidade, construída junto à Santa Casa. O “Lyceu de Itu” foi construído em apenas quatro anos e funciona ininterruptamente até hoje. Já a Maternidade foi inaugurada em março de 1939. Até hoje a Irmandade mantém as instituições com recursos provenientes da locação de imóveis e colaboração de doadores.
Colaboração: Mariane Belasco
Jornal “A Federação”
A I Jornada Diocesana com Maria contabilizou, em toda Diocese, 414.484 terços sendo oferecidos à mãe de Deus pelo êxito da V Romaria ao Santuário de Aparecida. Os números foram registrados em um pergaminho e entregue por dom Gil Antônio Moreira, após missa no Santuário de Aparecida a dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, para ser depositado no Santuário. No período de 12 de outubro, Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, a 12 de novembro, a Diocese de Jundiaí promoveu a 1ª Jornada Diocesana com Maria, como forma de preparação para a V Romaria. Nesses 30 dias, os fiéis católicos foram convidados a recitar o terço diariamente e ao final do período, as paróquias que disponibilizaram uma urna para depósito dos registros, contabilizaram os números de terços rezados e enviaram ao coordenador diocesano da Romaria, padre Joaquim Gonçalves da Cruz, que no dia 14, véspera da saída da peregrinação, comunicou oficialmente ao bispo diocesano, dom Gil Antônio Moreira, a quantidade de terços rezados pelos fiéis. Os terços foram oferecidos à Mãe de Deus pelo êxito da quinta Romaria e pela Diocese de Jundiaí, para que receba, pela intercessão de Maria, um renovado impulso missionário. Os registros coletados nas paróquias serão levados, posteriormente, por representantes do Movimento Leigos de Shöenstatt - Mãe Peregrina ao Santuário de Aparecida para serem incinerados. De acordo com o padre Joaquim Gonçalves da Cruz, todos os objetivos foram atingidos plenamente. “Os fiéis católicos de nossa Diocese de Jundiaí não só atenderam ao chamado do nosso bispo e rezaram o terço com fervor, nesses 30 dias, como vieram ao Santuário agradecer. Cerca de 25 mil fiéis vieram a Aparecida, num movimento de peregrinos jamais visto na Diocese de Jundiaí”, concluiu.
A Diocese de Jundiaí já realizou, em tempos anteriores, algumas Romarias ao Santuário de Aparecida, mas desde a posse de dom Gil Antônio Moreira, nosso quarto bispo diocesano, realizamos nossa Romaria anualmente, enxergando assim o início de uma tradição de fé e devoção à Santa Mãe de Deus. Em nome de todos os membros da Comissão Diocesana, composta pelos padres João Estevão da Silva e Juverci Pontes Siqueira, pelos diáconos José Nicolau Alves e Antonio B. Cruchelo, bem como os leigos responsáveis nas paróquias, posso dizer com toda tranqüilidade que ocorreu tudo de maneira positiva para a realização da V Romaria Diocesana ao Santuário de Aparecida. A Comissão Diocesana agradece a todos os que estiveram envolvidos na preparação e organização da Romaria deste ano. Foram 471 ônibus das nossas paróquias, sem contar carros particulares e peruas vans, atingindo o número de aproximadamente 25 mil fiéis da Diocese reunidos em Aparecida. Sem a consciência de pertença à Igreja de Cristo e do compromisso assumido como batizados, não seria possível realizar um evento católico de tal proporção sem a participação de todos em um único objetivo: fazer da Romaria um caminho eficaz para manifestar nossa fé e amor à Igreja de Cristo, através da devoção a Nossa Senhora. Foi um verdadeiro Tempo de Graça, tempo de celebrar nossa vida diocesana. O Santuário de Aparecida foi nosso ponto de encontro: chegamos como discípulos e partimos como missionários. Não podemos esquecer do nosso presente à Senhora Aparecida, um pergaminho de pele de cordeiro contendo nosso Ramalhete de Orações para o Capital de Graças à Padroeira do Brasil. Foram contabilizados 414.484 terços, rezados durante os 30 dias de nossa primeira Jornada Diocesana com Maria, uma grande Cruzada de oração. Que este Capital de Graças reverta-se em extraordinárias bênçãos de Deus para a nossa Diocese! Entre os objetivos principais, devemos recordar que a Romaria Diocesana está dentro do Nosso Projeto Diocesano de Evangelização. Devemos nos transformar em autênticos discípulos missionários de Jesus Cristo, expressando uma devoção à Santa Mãe de Deus de maneira afetiva e efetiva. Como Maria, dizer “sim”. E com Maria “servir” para que em Cristo, seu Filho, todos tenham vida. A Romaria foi altamente avaliada seja no Colegiado de Pastoral, seja no Conselho Diocesano de Pastoral. Aspectos a serem melhorados foram encaminhados à comissão, para as devidas providências. Quanto a 2009, a data da Romaria está ainda em aberto. Porém é importante que vamos nos preparando com o mesmo entusiasmo. Um abraço fraterno a todos e até o ano que vem, em nossa VI Romaria Diocesana. Padre Joaquim Gonçalves da Cruz Comissão da Romaria Diocesana
“O canto precisa estar intimamente vinculado ao rito, ou seja, ao momento celebrativo e ao tempo litúrgico” (DGAE 76).
O padre Luis Eduardo P. Baronto, SDB, coordenou, nos dias 21, 22 e 23 de novembro, o 1º Encontro Diocesano de Canto Litúrgico, no Centro Diaconal, na Vila Nambi, em Jundiaí. 157 salmistas vindos de quarenta e duas paróquias da Diocese participaram. Professor de Liturgia no Instituto Teológico Pio XI, em São Paulo, padre Luis Baronto refletiu a respeito do sentido e da riqueza do canto e da música litúrgica. A formação litúrgica, especialmente da música litúrgica, é uma preocupação da Igreja no Brasil; esta realidade evidencia-se quando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) constitui espaço estrutural e pessoas responsáveis e dedicadas à reflexão da música litúrgica. A música litúrgica é carregada de sentido e tem uma leitura específica que se interliga com o mistério de Cristo vivenciado na Igreja. Por isso ela exige um saber e um fazer diferenciado, que a distingue do mundo variado das canções seculares que nos circundam. Para tanto, a Comissão Diocesana de Liturgia, sob a coordenação do padre Carlos José Virillo, preparou o encontro objetivando que as comunidades entendam e vivam mais intensamente o sentido do que se celebra. Nesse contexto de busca de saber e de partilha de saber, a oficina teve caráter formativo, apostando que cada um dos participantes seja multiplicador do conhecimento adquirido. Rico de conteúdo, de reflexão e, principalmente, de aprendizado musical e litúrgico, o retiro buscou proporcionar a unidade e o encontro de todos aqueles que exercem o ministério musical na Igreja. No sábado 22, dom Gil Antônio Moreira visitou o encontro e declarou sua satisfação pelo interesse do grupo presente. O bispo diocesano, que também é músico, destacou a importância de se escolher corretamente os cânticos para a celebração, pois eles nos ajudam a celebrar melhor os mistérios de Cristo. Ressaltou também a importância da formação dos ministros do canto e sua obediência às normas e diretrizes da Igreja sobre esse aspecto. No final, dom Gil respondeu várias dúvidas dos agentes ali presentes, orientando sua atuação na Diocese. No domingo 23, o retiro encerrou-se com a celebração do envio, onde todos puderam receber da Igreja o mandato missionário, para a partir de agora colocarem em prática em suas paróquias o conteúdo aprendido no encontro.
Faleceu às 00h45 do dia 20 de novembro, aos 85 anos, vítima de câncer de próstata, o padre scalabriniano Antônio Simonetto, vigário paroquial da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, da Colônia, em Jundiaí.
O corpo foi velado na igreja matriz do bairro da Colônia, onde o religioso trabalhou nos últimos dez anos. Às 15h30, uma missa de corpo presente foi presidida pelo vigário geral da Diocese, padre Joaquim Wladimir Lopes Dias, e acompanhada por mais de 800 fiéis. Em seguida, o corpo foi sepultado no cemitério Nossa Senhora do Desterro, no centro de Jundiaí.
Padre Antônio nasceu em Pádua, na Itália, chegou em Jundiaí em 1998, após passar pelo Equador e pelos estados do Amazonas, Tocantins e Pará.
Por gostar de visitar pobres e doentes, levando conforto e a palavra de Deus, ficou conhecido como o “Andarilho da fé”. Foi um homem que norteou sua vida pela devoção a Maria.
Ordenado padre em 29 de junho de 1949, na Igreja de São Carlos, em Piacenza, Itália. Padre Antônio completaria 60 anos de sacerdócio em 2009.
Há aproximadamente dois meses foi acometido de um tumor que o levou rapidamente a concluir a sua missão de homem de Deus e discípulo de Scalabrini. Após três dias de cuidados médicos faleceu no hospital Santa Eliza de Jundiaí.
O bispo diocesano, dom Gil Antônio Moreira, que por ocasião da morte do padre, encontrava-se em reunião da Sub-Regional Sorocaba da CNBB, na cidade de Registro, enviou à paróquia Sagrado Coração de Jesus e à Congregação Missionários de São Carlos mensagem de pesar, de agradecimento e reconhecimento pelo trabalho e dedicação do padre Antônio.
Colaboração:
Padre Rui M. da Silva Pedro, C.S.
Conselheiro Geral
Dando prosseguimento às comemorações do 15º aniversário da Pastoral de Casais em Segunda União Estável da Diocese de Jundiaí, aconteceu no dia 16 de novembro o reencontro e a confraternização de fim de ano, reunindo seus membros na sede da Companhia Brasileira de Caldeiras (CBC), em Jundiaí. Durante todo o dia, os participantes refletiram o tema “Que os dons recebidos frutifiquem e cresçam”. No período da manhã, o casal João Bosco e Fátima, iniciadores da Pastoral, fizeram uma palestra com o tema “A Eucaristia e os Casais em Segunda União”. Em seguida o diretor espiritual, padre José Roberto de Araújo, presidiu um momento de oração e comunhão espiritual. A partir da hora do almoço foi realizado um churrasco. O casal coordenador, Carlos Alberto e Mariza Nicola Garcia, acolheram os cerca de 300 participantes, que puderam confraternizar-se e partilhar as várias experiências vividas durante o evento.
Colaboração: Rachel Stange
Continuam sendo ouvidas as testemunhas no processo de canonização da Serva de Deus, Maria de Lourdes Guarda. No dia 12 de novembro, com a devida autorização de dom Osvaldo Giuntini, bispo da Diocese de Marília (SP), o Tribunal Diocesano de Jundiaí foi até residência Betânia, das Apóstolas do Coração de Jesus, localizada em Marília. O padre Paulo Toni Júnior e o diácono Diógenes Faustini, respectivamente nas funções de delegado episcopal e notário, ouviram quatro religiosas que trabalharam no Hospital Matarazzo e cuidaram de Maria de Lourdes. De acordo com padre Paulo, a fase diocesana do processo está se encaminhando para o final, aguardando as conclusões da Comissão Histórica e o depoimento de seus membros. Nascida em Salto (SP), Maria de Lourdes Guarda permaneceu 48 anos presa ao leito de um hospital. Antes de se tornar tetraplégica ainda na juventude, era uma professora cheia de saúde e engajada na vida de sua paróquia como catequista. Quis ser freira, mas uma lesão na coluna vertebral fez com que ficasse presa a uma cama até o fim de sua vida, suportando muitas dores e passando por contínuos tratamentos que acabaram se revelando sem efeito. Exemplo de mulher de fibra e muita fé, jamais perdeu a alegria de viver e a vontade de fazer o bem ao próximo. Filiou-se à Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência. Em cima de sua maca, percorreu praticamente todo o território nacional divulgando o movimento e fazendo palestras sempre imersa no mais profundo amor a Deus e ao próximo, levando vida sacramental exemplar.
A Casa do Senhor, localizada em Campo Limpo Paulista, acolheu entre os dias 21 e 23 de novembro os participantes do 20º Encontro de Adolescentes do Movimento Diocesano Israel. Cerca de 70 jovens das cidades de Jundiaí, Campo Limpo Paulista e Louveira, com faixa etária entre 15 e 17 anos, participaram. Durante três dias os adolescentes ouviram várias catequeses em uma linguagem adequada, baseadas na doutrina da Igreja Católica, participando de ritos sacramentais, orações, cantos, danças, louvor e adoração. Pregando sobre “A verdade sobre o mundo”, “A verdade sobre Jesus Cristo” e “A verdade sobre a Igreja”, esteve uma equipe missionária formada por aproximadamente 25 integrantes, entre eles outros adolescentes, jovens, adultos e casais que se prepararam durante todo o ano para tal momento de evangelização. O Movimento Israel atua na Diocese de Jundiaí desde 1991, com a direção espiritual do padre José Roberto de Araújo e o apoio do diácono Pedro Lorenzetti. Além deles, o 20º Encontro Israel contou com a presença do padre Agnaldo Tavares Ribeiro, da Paróquia São Francisco de Assis, de Campo Limpo Paulista, que auxiliou em um dos ritos sacramentais. O próprio padre Agnaldo é testemunha da graça divina manifestada nos Encontros Israel, pois ele também foi um dos mais de 1500 jovens já evangelizados pelo Movimento desde seu nascimento. Após o encerramento do encontro, os jovens participantes voltaram às suas comunidades e paróquias transformados e renovados no amor de Jesus Cristo, assumindo seus compromissos de batizados. O grupo foi convidado a participar de um reencontro entre os dias 31 de janeiro e 2 de fevereiro de 2009, no mesmo local em que foi realizado o encontro.
Colaboração:
Rennan Silva
A celebração eucarística que comemorou os 26 anos de trabalho da Pastoral da Mulher na Diocese de Jundiaí e 13 anos da Associação “Maria de Magdala” - um braço da Pastoral, que atua na reintegração social da prostituída e ex-prostituída na sociedade -, realizada no dia 19 de novembro, na Catedral, marcou a implantação do “Grupo de Cuidadoras da Vida”. A missa foi presidida por dom Gil Antônio Moreira e concelebrada pelos padres Joaquim Wladimir Lopes Dias, vigário geral e reitor do Seminário Diocesano N. Sra. do Desterro; José Donizete do Carmo, pároco da Catedral; José Brombal, vigário paroquial; Norberto Savietto, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, do Jardim Novo Horizonte, e Wilson Vitoriano F. da Silva, pároco da Paróquia Cristo Redentor. Participaram, ainda, os diáconos Boanerges Camargo e Rosário Guagliano, ministros e seminaristas. Em sua homilia, o bispo diocesano destacou os talentos do coração, dados por Deus a todos e que devem ser colocados a serviço da vida, do bem. Nesta data, 12 assistidas, que não se encontram mais no submundo, e três de seus filhos fizeram a primeira comunhão. As monjas do Carmelo São José, que acompanham em prece a Pastoral da Mulher, desde o início, na pessoa de sua priora, Irmã Teresa de Jesus, enviaram, às que receberam a Santa Eucaristia, um crucifixo e um escapulário, com os votos de que confiassem em que suas vidas seriam transformadas e construída uma nova história na paz e na misericórdia de Deus. Para Teresa Bueno, de 58 anos, que, atualmente, trabalha na sede da Magdala, o dia foi o mais feliz de sua vida, por estar em condições de comungar pela primeira vez, após tantos anos de decadência e exploração nas ruas. Ao final da missa, dom Gil implantou o “Grupo de Cuidadoras da Vida”, formado por 21 integrantes da Pastoral, que se propuseram a acompanhar mulheres com gravidez indesejada, que conheçam ou das quais fiquem sabendo, a fim de que não cheguem ao aborto. Levarão aos agentes da Pastoral os problemas da pessoa que não quer aceitar a gravidez. Se a mulher estiver decidida a não assumir o filho de maneira alguma, será proposto o caminho da adoção, através da Vara da Infância e da Juventude, com o propósito de que o bebê, em lugar do aterro sanitário, seja encaminhado a uma família substituta, tornando-se filho do coração. Ruth Brás, de 44 anos, que está na Pastoral da Mulher desde 1982 e trabalha, há 14 anos, em uma firma terceirizada de limpeza, mãe de quatro filhos, sendo que uma se encontra na Eternidade - morreu atropelada aos sete anos -, orgulha-se por ser uma “Cuidadora da Vida”, que para ela significa colocar-se a serviço de Deus e dos inocentes. O casal coordenador diocesano da Pastoral da Família, Ana e Zeca Pastro, na oportunidade também representando a Comissão Diocesana de Defesa da Vida, no apoio à iniciativa, presentearam as mulheres com o “button do pezinho”, que possui o tamanho dos pés de um feto de 11 semanas. Dispuseram-se a ajudar no respaldo ao atendimento às mulheres que não aceitam o filho que trazem em seu ventre. Dentre os presentes à missa, o bispo coadjutor da Igreja Anglicana, dom James Roque, a primeira-dama e secretária municipal de Integração Social de Jundiaí, Marialice Fossen, e a vereadora Ana Tonelli. Vestidas com camiseta que trazia a imagem de Nossa Senhora do Carmo - escolhida pelas integrantes da Pastoral - e entoando cânticos ensaiados durante todo o ano pela salmista Ana Cláudia Rodrigues de Castro, reafirmaram a sua fé ao cantar de maneira emocionada e com convicção Noite Traiçoeira: “Deus está aqui neste momento/ Sua presença é real em meu viver/ Entregue sua vida e seus problemas/ Fale com Deus, Ele vai ajudar você”.
Colaboração:
Maria Cristina Castilho de Andrade
Um ato inter-religioso reuniu, no dia 18 de novembro, 13 religiões, na cerimônia de abertura da Semana da Consciência Negra, no Clube 28 de Setembro, em Jundiaí.
Participaram representantes da Igreja Católica Apostólica Romana, Candomblé, Fé bahá´i, Happy Science, Igreja Católica Apostólica Brasileira, Igreja Messiânica, Metodista, Presbiteriana Unida, Legião da Boa-Vontade, Seicho-no-ie, Tenrykio, Umbanda e União das Sociedades Espíritas, todos vestidos com roupas características.
O prefeito de Jundiaí, Ary Fossen, participou da cerimônia acompanhado do cônsul-geral da África do Sul em São Paulo, Yusuf Omar, e do cônsul político, Modiba Isaac Choshane.
Após a manifestação de cada uma das religiões presentes através de preces, cânticos e bênçãos, o encerramento foi realizado com a formação de um coração de flores no chão, a soltura de uma pomba e um Pai Nosso, seguido do abraço da paz.
O evento foi de iniciativa do Conselho Municipal para o Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra que preparou ainda uma caminhada Quilombola na avenida Alexandre Milani, aula coreografada de dança afro, shows no Parque da Cidade e Polytheama, apresentação da bateria da União da Vila Rio Branco, palestra na Casa do Advogado, mostra de curtas-metragens no museu Solar do Barão e mostra de trabalhos realizados por alunos da rede municipal no Complexo Argos.
Foi a primeira vez que a cidade de Jundiaí comemorou a data com feriado.Ainda, em comemoração ao Dia da Consciência Negra, a comunidade dedicada a Santa Maria Goreti, na Vila Nambi, em Jundiaí, realizou, no dia 20, uma missa festiva em homenagem a Zumbi dos Palmares.
Cerca de 800 fiéis acompanharam a missa presidida pelo padre André Mariano Flávio, OMV, vigário da Paróquia São João Batista. Alguns fiéis participaram da celebração trajados com roupas afro.
A celebração teve início com a entrada solene da Bíblia, acompanhada por 15 tochas. No momento da proclamação do Evangelho, as tochas foram novamente acesas e as crianças, abençoadas no altar.
“O objetivo da celebração foi o de reverenciar a imagem do negro por meio da figura de Zumbi, um dos principais ícones da luta pela liberdade e igualdade social”, declarou Liberata de Paula, organizadora do evento.
A Semana da Consciência Negra na Estância Turística de Salto foi comemorada de 17 a 23 de novembro. A abertura ocorreu no salão da Sociedade Instrutiva e Recreativa José do Patrocínio, com a presença de autoridades e líderes do Movimento Negro. No local foram projetados filmes de 17 a 19 de novembro, como “Falcão, meninos do tráfico”, “Amistad” e “A morte do profeta”. No dia 20 de novembro, aconteceu o concurso de beleza negra “Zumbi e Dandara”, na Praça XV de Novembro. Um dos pontos altos das atividades culturais ocorreu no dia 21 de novembro, às 19h30, com a Marcha da Consciência Negra saindo da Praça Zumbi dos Palmares, onde ocorreu um ato ecumênico, seguindo em direção à Rua dos Expedicionários Saltenses, local de homenagem a José do Patrocínio, encerrando com atos solenes de homenagens e show musical. No fim de semana houve mais shows musicais na praça. A missa com ritmo afro-brasileiro foi celebrada na Igreja Matriz de São Benedito no dia 18 de novembro, às 19h30, presidida pelo padre José Renilton Fontes, vigário paroquial. Foi um grande momento de fé, alegria e solidariedade, com a participação de fiéis de todas as raças e idades. Padre Renilton destacou em sua homilia as conquistas da raça negra no Brasil e no mundo, culminando com a eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América. Também ressaltou as conquistas dos indígenas e das mulheres. “Todas as tentativas de conquistas sociais e de direito provocam através do desafio, sofrimentos, dores e angústias, mas são premiadas pela luta incessante. O nosso Deus é o Deus da vida, da vida em abundância, e quer promover a justiça e a paz”, disse. A excelente animação ficou por conta das equipes de Canto Litúrgico das comunidades Divino Espírito Santo e Santo Inácio de Loyola, ensaiadas por Edson Zacharias e José Carlos Elias, com a participação das crianças do grupo “Catequese e Arte”. Muito elogiada também foi a participação do Grupo “Renascer” de Terceira Idade, responsável pelas dinâmicas da procissão de entrada, entrada da Palavra e procissão das ofertas. Fátima, coordenadora da Integração Racial da Secretaria da Ação Social, representou o Poder Executivo Municipal.
Colaboração: Diácono José Carlos Pascoal
Pascom São Benedito
A Paróquia Cristo Rei, localizada em Salto, celebrou com muita intensidade a festa em honra de seu Padroeiro. As atividades litúrgicas foram iniciadas pelo tríduo entre os dias 19 e 21 de novembro, com missas presididas pelos padres Paulo Haenraets, Maurício Vieira de Souza e Antônio Ferreira da Silva. O final de semana festivo começou com a celebração eucarística no dia 22 de novembro, às 18h30, presidida pelo vigário paroquial, padre Carlos Desidério da Rosa. Na ocasião, o sacerdote falou em sua homilia sobre a importância da celebração da festa de Cristo Rei do Universo. No dia 23 de novembro, quando a Igreja em todo o mundo celebrou a solenidade de Cristo Rei, a comunidade acolheu o vigário geral da Diocese de Jundiaí, padre Joaquim Wladimir Lopes Dias. Tendo ao seu lado o pároco, padre João Benedito Pires das Neves, ele iniciou uma procissão no Santuário Regina Apostolorum que culminou no interior da Igreja Matriz. Durante a missa, padre Joaquim abençoou as vestes dos novos membros da Irmandade do Santíssimo Sacramento na Paróquia e conduziu o rito de renovação de compromissos dos ministros extraordinários da Comunhão e da Palavra. Às 18h30, padre João Benedito presidiu outra celebração eucarística, repleta de fiéis como as anteriores, que encerrou as festividades deste ano.
Colaboração: Pascom Cristo Rei
A Paróquia Santa Gertrudes, localizada em Jundiaí, celebrou festivamente sua Padroeira entre os dias 13 e 16 de novembro. A programação litúrgica começou com um tríduo em louvor à Padroeira, com missas presididas pelos padres Adriano Ferreira Rodrigues; João Lúcio do Prado Neto, primeiro pároco na história da comunidade; e Antonio Marques Soares, CP, sacerdote lateranense de São Paulo (SP). Em todos os dias foi intensa a participação dos fiéis do bairro.
O ponto alto das festividades foi no dia 16 de novembro, com a realização de uma procissão por algumas ruas do bairro. Em seguida o pároco, padre Antonio Carlos Gonçalves, presidiu missa na qual estiveram presentes cerca de mil pessoas. Foi um dia histórico para a comunidade, pois pela primeira vez foi houve uma celebração eucarística na Igreja Matriz que está em construção.
As obras foram iniciadas em agosto de 2003 e a colaboração dos fiéis vem sendo essencial para o seu andamento. Mesmo faltando a parte do acabamento, foi grande a alegria manifestada por todos os que participaram da missa na Igreja Matriz, por verem o resultado do esforço de cada um. Já foram investidos mais de 850 mil reais na construção, que depois de pronta terá capacidade para quase mil pessoas sentadas.
A programação festiva foi realizada no dia 22 de novembro, com um delicioso jantar dançante que teve no cardápio picanha, lingüiça, batata frita, arroz e outras delícias. O evento foi animado pelo grupo Marvellous. Ao encerrar as festividades deste ano, os fiéis já aguardam o próximo ano contando que a construção já esteja bem mais próxima de seu final.
Os que quiserem contribuir com a construção da Igreja Matriz de Santa Gertrudes podem entrar em contato com a secretaria paroquial pelo telefone (11) 4537-1656 ou fazer um depósito de qualquer valor no Banco Itaú, agência 0019, conta corrente 28230-0.
A Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na comunidade localizada na estrada de Itu-Porto Feliz, terminou no dia 9 de novembro reunindo devotos, moradores locais e visitantes para as festividades litúrgicas, bem como para a grande quermesse de encerramento. Em clima de confraternização, dedicação e fé na Mãe de Jesus, a procissão de encerramento contou com a presença do padre Francisco Carlos Caseiro Rossi, pároco da Paróquia Senhor do Horto e São Lazaro, região à qual pertence a comunidade. A cavalgada rumo à capela saiu da Paróquia por volta das 9h e o encerramento das festividades aconteceu com celebração da missa e coração de Nossa Senhora, além de grande queima de fogos. Após a celebração eucarística os fiéis puderam almoçar no próprio local e a quermesse animou os presentes com shows sertanejos durante o resto do dia.
Colaboração: Mariane Belasco
Jornal “A Federação”
Uma vez estabelecida a “cronologia paulina”, objeto do artigo anterior, agora abordaremos, o quanto possível, algumas características de São Paulo.
Comecemos pelo aspecto físico. Antiga obra apócrifa, denominada “Acta Paulina”, traça como que um retrato do Apóstolo: baixa estatura, mas de bom porte, cabeça calva, pernas arqueadas, supercílios pegados e nariz anguloso. Este perfil se cristalizou, uma vez que, ao longo da história, foi reproduzido tanto em biografias, quanto na iconografia de Paulo. Contudo, trata-se de pura fantasia, informações pouco dignas de crédito.
Ora, tais dados, dependem, provavelmente, de uma única fonte, não muito consistente, a supracitada obra, que parece se inspirar em alguns elementos, mal interpretados, por exemplo, do livro dos Atos dos Apóstolos, da Segunda Carta aos Coríntios (cf. At 9,25; 2Cor 10,10; 11,33) bem como de uma falsa motivação do nome “Paulo”, como se este implicasse, segundo a etimologia latina, a idéia de “pequeno”, “frágil”, “delicado”.
Fantasiosa, também, a observação de que somente por ser pequeno é que “seus discípulos o fizeram descer pela muralha, dentro de um cesto”, para escapar dos inimigos que montavam guarda dia e noite junto às portas da cidade de Damasco, a fim de eliminá-lo, como afirma At 9,24-25. Mas, nem por isso se deve ir ao extremo oposto de imaginá-lo altivo e majestoso, como em algumas representações artísticas, que, dessa forma, pretendem traduzir sensivelmente a grandeza de sua personalidade, de seu vigor e de sua determinação.
Mais pertinente e fundamentado é o problema da saúde física de Paulo. Houve quem afirmasse (Klaussner, Dibelius, Kümmel) que a combalida saúde do Apóstolo podia favorecer os fenômenos visionários que o acometiam. Entre os estudiosos, muito se discutiu, e ainda é motivo de celeuma, o significado da expressão “espinho na carne” que, segundo Paulo, era-lhe motivo de grande sofrimento e humilhação (cf. 2Cor 12,7-9). Este “aguilhão na carne”, ou “anjo de Satanás que o esbofeteia”, é entendido por muitos como uma “doença crônica”. Entretanto, há enorme gama de opiniões quanto à natureza ou ao tipo do mal físico a que São Paulo se refere.
Se tal hipótese procede, se realmente tratava-se de uma doença que lhe afetava o sistema nervoso, uma epilepsia, talvez, como crêem a maioria dos que admitem essa suposição, resta a dificuldade de conciliar tal enfermidade com a resistência do Apóstolo às fadigas e desgastes da vida missionária, feita de numerosas e longas viagens, geralmente a pé, de maus tratos corporais, de sofrimentos morais, de contínua preocupação, de situações extremamente adversas, açoites, apedrejamentos, torturas, prisões, fome e frio (cf. 2Cor 11,23-29). Ora, homens tão tenazes e provados, com tanta resistência física, força de vontade, fibra e lucidez, dificilmente padecem de moléstias crônicas, particularmente, no âmbito do sistema nervoso.
Outros peritos, porém, vêem, sobretudo, na figura do “anjo de Satanás”, uma pessoa ou coletividade que age sob o impulso do Maligno, opondo-se à atividade evangelizadora. Concretamente, ele poderia estar se referindo aos judaizantes, ou seja, cristãos oriundos do judaísmo, que teimavam em viver, e impor aos cristãos vindos do paganismo, os costumes do Antigo Testamento bem como a observância da Lei mosaica. Esses jamais deram sossego a Paulo, perseguindo-o, continuamente, de cidade em cidade, sempre dispostos a ultrajá-lo, procurando tirar-lhe a vida. Eram, realmente, “uma pedra em seu sapato”, como costumamos falar, ou “um espinho na carne”, no dizer do próprio Apóstolo.
Continua.
Padre Lucas
Para você catequista: O método na catequese: qual caminho seguir?
Continuando nossa reflexão sobre a Exortação Apostólica Catechesi Tradendae, de João Paulo II, vamos refletir sobre a “diversidade de métodos” na catequese (cf. 51). Para o Conselho Episcopal Latino-americano, “a catequese, entre outras coisas, é uma educação sistemática da fé cristã. Não é, pois, uma ação improvisada, dado que segue um programa devidamente estruturado que lhe permite chegar a um fim preciso: o amadurecimento integral da fé” (cf. Manual de Catequética, p. 239). Consultando a terceira parte do Diretório Geral de Catequese (DGC), o capítulo quinto do Diretório Nacional de Catequese (DNC) e o documento Catequese Renovada (CR, 26), números 110-117, constatamos uma variedade de métodos que podem ser utilizados na catequese e que na visão de João Paulo II é “sinal de vida e riqueza” para a Igreja. Porque não se adotar um único método na catequese? Catequese é fazer ecoar a Palavra de Deus. Supõe a experiência pessoal da fé daquele que transmite e educa para a fé e, ao mesmo tempo, pede que haja o kerígma, a catequese e a mistagogia (experiência) para aquele que é iniciado na fé (cf. DGC, 85; DNC, 27). Qual o caminho a seguir na catequese? Método é o caminho escolhido para desenvolver a ação catequética. Muitos fatores irão influir no método que cada catequista irá usar em sua catequese. Para isso a formação permanente do catequista é uma necessidade. A escolha de uma pessoa para a missão de catequista e a aceitação dessa missão traz consigo o compromisso de empenho no seu aprofundamento da doutrina cristã, na experiência e na vivência da fé. A necessidade da formação permanente do catequista decorre principalmente do dinamismo da missão catequética: a realidade vivida pelos catequizandos e pelo catequista muda constantemente. A catequese vivenciada em cada encontro, a cada ano e em cada turma, exige essa atualização por parte do catequista. Outro ponto importante que deve estar presente no agir catequético é a finalidade da catequese: “levar o catequizando a conhecer, acolher, celebrar e vivenciar o Mistério de Deus”. (DNC, 43; DGC, 80-81; Catecismo da Igreja Católica, 426-429). Perscrutando a Sagrada Escritura, percebemos a Pedagogia usada por Deus no Antigo Testamento que chama, que conduz, que caminha junto, respeitando a realidade, o “ser” e o “estar” pessoal e social do indivíduo ou do grupo a quem Ele se revelou. Jesus via e ouvia o sofrimento do seu povo, chorava e se compadecia, ensinava, exortava, indicava o caminho e denunciava a opressão. Iluminado pelo agir de Deus e de Jesus, realizando em sua vida a mesma experiência de São João - “o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos, e o que as nossas mãos apalparam do Verbo da vida [...] o que vimos e ouvimos vo-lo anunciamos” (cf. 1Jo 1,1-4) -, o catequista, que está em formação permanente na fé, saberá discernir qual o melhor método (caminho) que deverá usar em sua catequese.Maria de Lurdes M. Pincinato
Após 26 anos de caminhada da Pastoral da Mulher na Diocese de Jundiaí, quando contemplo a praça da Catedral, revejo as mulheres que por ela circulavam na década de 80 e que, emocionando o coração de Deus, pela miséria em todos os sentidos que carregavam, fizeram com que Ele tocasse a nossa alma. Praça vazia de ternura no comércio do sexo e a Igreja, para elas, como uma construção imponente e fria, a que não tinham direito. Acreditavam que ali se rendia culto a um justiceiro que já as condenara por terem, meninas ainda, dividido um leito com o pai, o padrasto, o avô, o tio, o primo, o vizinho... Esse justiceiro estendia os olhos em chamas a elas por, desde pequeninas, no barraco onde moravam, observarem a promiscuidade sexual e, em determinado momento, prenderem nela os pés e o corpo. Gritava quando, ao não saberem o que fazer com a angústia, experimentavam a droga e em troca loteavam o corpo. Era ele de olhos vendados: para as dificuldades nos núcleos de submoradia e nos cortiços, para a escola que as chamava de “sem jeito”, para as vagas de emprego que jamais conseguiam, para a sociedade indiferente que as considerava como atuantes na mais antiga “profissão” do mundo, para os filhos delas que eram gerados e cresciam estrangulados pelo mesmo círculo de morte da mãe. Recordo-me das mulheres que se perdiam no quadrilátero da praça. Revejo as que partiram prematuramente e deixaram-me, além de sua dor, o abraço terno de filhas. Confesso-lhes que, quando fui até elas, sentia-me sagrada pela caminhada na Igreja, pela história que vivera e vivia, pelos anos que estudei, pelos livros que li, pelo emprego que me dava condições dignas. Não notava as minhas misérias tantas. Fiz-me presença no mundo delas. Fiz-me presença para dizer às prostituídas a respeito de minhas verdades, que deveriam ser a delas. Desejava que voltassem atrás de mim a Jerusalém, que deixassem para trás a torre de Babel que a humanidade primitiva começou a construir e que não concluiu por causa de uma confusão de línguas. De início elas não me entendiam e eu imaginava que fosse pelos ruídos dos bordéis, do “trottoir”, das zonas de meretrício... Propus que falassem. Foi quando entendi que os rumores e as dificuldades eram minhas e a torre de Babel igualmente. A realidade delas me denunciou e fez romper o que humanamente planejara. Eu não era e não sou uma delas na rua porque os acontecimentos de minha vida, desde o ventre materno, são diferenciados, são bons. Mas elas são como eu no essencial: filhas amadas de Deus, criaturas do Senhor. Atualmente, subimos juntas, no mesmo passo, a Jerusalém, cidade que abriga a notícia de novos tempos, fundada na justiça que salva. Jerusalém por onde passaram os Magos, da entrada triunfal no domingo de ramos, do caminho para o Calvário. Jerusalém em que a face ensangüentada de Cristo, na cruz, se agiganta para que caiba, por todos nós, em seu olhar e em seus lábios o: “Pai, perdoa-lhes: não sabem o que fazem!” Jerusalém da madrugada da Ressurreição, em que Maria Madalena ouve do Rabi da Galiléia, que a tirou das ruínas, após lhe perguntar a quem procurava: “Vai, porém, a meus irmãos e dize-lhes: Subo a meu Pai e vosso Pai; a meu Deus e vosso Deus”. Pelos acontecimentos na Pastoral da Mulher e na Associação Maria de Magdala, como Maria Madalena, cada uma de nós anuncia: “Vi o Senhor”.
Maria Cristina Castilho de Andrade
Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher
CNo final de novembro inicia-se o tempo santo do Advento, de preparação em todos os sentidos para a celebração do mistério da Encarnação do Filho de Deus. Como parte integrante dessa preparação, a Igreja no Brasil optou pela realização da “Campanha para a Evangelização”, que neste ano tem como tema: “Acolhamos o Príncipe da Paz”. É importante ter sempre em mente o fato de que somente através do trabalho evangelizador, será possível levar todas as pessoas a celebrarem conscientemente o mistério do Natal, a fim de que essa celebração produza frutos que permaneçam. A Campanha para a Evangelização, além de estar em perfeita harmonia com o espírito do tempo do Advento, também tem a finalidade de angariar fundos que garantam a continuidade da obra evangelizadora no Brasil. Com o resultado da coleta nacional para a evangelização não só é realizada a manutenção da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nos âmbitos nacional e regional, como também são financiados projetos evangelizadores em todo o território nacional. Daí o motivo para que haja o maior empenho de todos na sua realização. O objetivo da Campanha é despertar os leigos para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais da Igreja no Brasil; à diferença de Campanha da Fraternidade, na Quaresma, que tem como objetivo apoiar iniciativas sociais nas regiões mais pobres e áreas que se encontram em situação de emergência social. A colaboração de cada fiel deve repercutir em toda a Igreja e é, por isso, que o resultado do gesto concreto de cada um, para a Campanha da Evangelização, será partilhado solidariamente entre a CNBB, os 17 Secretariados Regionais e as Dioceses, para a execução de suas atividades pastorais, inspiradas nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, aprovadas pela CNBB. Na Diocese de Jundiaí, o material de divulgação e conscientização está sendo encaminhado e será distribuído através das paróquias.
Fonte: cnbb.com.br
Entre os dias 17 e 21 de novembro, o Centro de Eventos e Treinamentos da CNTC, em Brasília (DF), acolheu representantes de várias dioceses brasileiras no I Seminário de Gestão Eclesial, Administrativa e Financeira, organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Associação Nacional de Educação Católica (ANEC). Cerca de 160 pessoas participaram do evento.
O secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, abriu as atividades na noite de 17 de novembro. “O campo da economia é bastante amplo. Queremos aprimorar nossos próprios conteúdos na questão eclesial”, disse na ocasião. De acordo com o secretário, é importante pensar na melhor maneira de ajudar a formar os administradores financeiros das dioceses e paróquias. “É importante multiplicar esse curso nos Regionais da CNBB e formar multiplicadores para ajudar as paróquias”, acentuou.
Durante quatro dias os participantes do seminário estudaram temas ligados à administração financeira, como Gestão de Finanças, Direito Tributário e Rotinas Fiscais e Direito do Trabalho. O último tema versou sobre o Dízimo. “Precisamos melhorar nossa gestão administrativa eclesial”, disse o ecônomo da CNBB, Francisco Julho de Souza, que classificou como “um sonho” a realização do evento.
Já o secretário executivo da ANEC, Dilnei Lorenzi, explicou que o seminário conjugou a teoria com a prática em relação às questões administrativas. “Nosso encontro não foi um curso altamente teórico. Tivemos uma base teórica e a tradução de casos que enfrentamos no cotidiano”, disse.
Representando a Diocese de Jundiaí esteve Húdele Fabrício da Silva, funcionário da Cúria Diocesana e candidato ao Diaconato Permanente.
Fonte: cnbb.com.br
A Comissão Regional dos Diáconos (CRD) do Regional Sul 1 realizou em Aparecida, entre os dias 21 e 23 de novembro, a reunião do Conselho Consultivo. Participaram representantes das arquidioceses de Aparecida, São Paulo, Ribeirão Preto e Sorocaba, além das dioceses de São José dos Campos, Lorena, Santo André, Campo Limpo, São João da Boa Vista, Piracicaba e Franca, totalizando 55 pessoas. O encontro foi realizado no Centro Redentorista de Espiritualidade (CERESP). Dom Diógenes Silva Matthes, bispo emérito de Franca (SP) e bispo referencial dos diáconos do Regional Sul 1, assessorou a diretoria da CRD no encontro. O destaque principal foi a participação das esposas nas reflexões e nas propostas para o biênio 2009/2010. Entre as propostas das esposas, reuniões para se conhecerem e trocarem experiências; maior participação no ministério do diácono, em especial na Dimensão da Caridade; inserir no orçamento doméstico a contribuição para manutenção das comissões diocesana, regional e nacional dos diáconos; estar ao lado das viúvas e dos órfãos de diáconos, para que continuem a participar das atividades diaconais. No dia 23 de novembro foi realizada a “XVI Romaria Estadual de Diáconos e Esposas com Maria em Aparecida”, com missa às 8h, no Santuário Nacional, presidida por dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e presidente do CELAM. A celebração eucarística foi concelebrada por dom Diógenes e dom Dimas Lara Barbosa, secretário geral da CNBB. Na homilia, dom Dimas destacou o lançamento da Campanha Nacional de Evangelização e exortou diáconos, esposas e filhos a continuarem firmes no exercício do ministério na Igreja e na sociedade. A missa foi transmitida pela TV Aparecida e, em seguida, foi realizada a plenária da reunião do Conselho Consultivo, encerrando-se o encontro com um almoço.
Colaboração: Diácono José Carlos Pascoal
A celebração eucarística que encerrou os trabalhos do Encontro de Comunicação do Regional Sul 1 da CNBB, foi presidida, na manhã de 23 de novembro, no auditório do Centro de Espiritualidade