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PROJETO DIOCESANO DE EVANGELIZAÇÃO

Tema: “Discípulos e Missionários de Jesus Cristo”

  1. Premissa
  2. Definição
  3. Objetivos
  4. Mapeamento e organização paroquial
  5. Levantamento estatístico da realidade católica
  6. Planejamento
  7. Evangelização
  8. Destinatários
  9. Estratégias e subsídios diocesanos
  10. Pessoas e agentes
  11. Projeto “Paróquias Irmãs”
  12. Ambientes ou situações específicos
  1. PREMISSA

    “Enviada por Deus às nações para ser ‘o sacramento universal da salvação’, a Igreja, em virtude das exigências íntimas de sua própria catolicidade e obedecendo à ordem de seu fundador, esforça-se para anunciar o Evangelho a todos os homens”. (...) O mandato missionário do Senhor tem sua fonte última no amor eterno da Santíssima Trindade: “A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária. (...) Ela tem de ser missionária porque crê no projeto universal de salvação. (...) O esforço missionário exige, pois, a paciência. Começa pelo anúncio do Evangelho aos povos e aos grupos que ainda não crêem em Cristo; prossegue no estabelecimento de comunidades cristãs que sejam “sinais da presença de Deus no mundo” e na fundação de Igrejas locais; encaminha um processo de inculturação para encarnar o Evangelho nas culturas dos povos; e não deixará de conhecer também fracassos (Catecismo da Igreja Católica, 849; 850; 851; 854).

  2. DEFINIÇÃO

    A Igreja é missionária por natureza. Daí decorre que toda e qualquer ação desenvolvida por ela deve estar sempre impregnada de um caráter missionário. Entende-se, portanto, por DIMENSÃO MISSIONÁRIA essa característica essencial da vida da Igreja que permeia todas as suas ações e atividades. Assim, a DIMENSÃO MISSIONÁRIA deve estar presente – de maneira fundamental – em todos os seus membros, em todas as suas organizações, pastorais e movimentos. Ninguém pode se excluir da tarefa primordial, deixada por Cristo, de testemunhar e anunciar o Evangelho a todos os povos.

    A VII Assembléia Diocesana de Pastoral, ao eleger diversas atividades pastorais diretamente relacionadas com a missão da Igreja, intuiu a necessidade de se reforçar a DIMENSÃO MISSIONÁRIA na pastoral da Igreja Particular de Jundiaí. Procurando dar encaminhamentos à Assembléia, o bispo diocesano, juntamente com o Colegiado de Pastoral, percebeu a urgência de se implantar em toda a Diocese um PROJETO DIOCESANO DE EVANGELIZAÇÃO.

    A Igreja tem consciência de que primeiro é necessário ser discípulo para depois se tornar missionário. A partir de uma experiência profunda de fé a pessoa se torna anunciador e, portanto, o seu anúncio não é discursivo, mas um verdadeiro testemunho da experiência feita (o anúncio brota espontaneamente).

  3. OBJETIVOS

    3.1. Objetivo Geral: O principal objetivo do PROJETO DIOCESANO DE EVANGELIZAÇÃO é proporcionar um verdadeiro encontro com Jesus Cristo ao maior número possível de famílias e pessoas do território diocesano, através do anúncio do seu Evangelho, despertando para as diversas formas de expressão da fé e para a vida em comunidade. Para isso, a Diocese, Regiões Pastorais e Paróquias se propõem a buscar uma melhor organização eclesial e pastoral de modo que possa cumprir a missão evangelizadora (fazer da paróquia uma paróquia missionária).

    3.2. Objetivos Específicos:
    a) Criar uma consciência missionária e fomentar a oração pelas missões.
    b) Integrar e articular pastorais, movimentos, associações e agentes numa ação concentrada de evangelização.
    c) Dar formação aos agentes de pastoral (Centro Catequético e seus núcleos).
    d) Acolher, acompanhar e evangelizar (através de cursos ou encontros específicos) as famílias e pessoas que procuram a Igreja (principalmente em ocasião dos sacramentos ou para assistência social).
    e) Realizar diferentes formas de ação missionária nas paróquias e comunidades, procurando atingir principalmente aqueles que não participam ou se afastaram da Igreja: “Missões Populares”; visitação a famílias; criação de grupos de reflexão, etc.
    f) Acompanhar e dar subsídios para a continuidade dos grupos e trabalhos.

  4. MAPEAMENTO E ORGANIZAÇÃO PAROQUIAL

    4.1. Realizar um mapeamento geográfico de cada paróquia, que ajudará na divisão em setores, na criação de formas de organização e de comunicação, e no levantamento de dados.

    4.2. Dividir a paróquia em regiões missionárias e em setores (formados por grupos de famílias/casas).

    4.3. Identificar e formar/treinar coordenadores de regiões e coordenadores de setores.

    4.4. Reorganizar a estrutura paroquial a partir dos setores, melhorando a eficiência e descentralização das ações: Pároco  CPP  equipe de animação missionária  coordenadores de regiões missionárias  coordenadores de setores  famílias e vice-versa.

  5. LEVANTAMENTO ESTATÍSTICO DA REALIDADE CATÓLICA

    Realizar diferentes levantamentos de dados estatísticos de cada paróquia que permitam identificar os diferentes tipos de carências e as respectivas áreas.

    5.1. Levantamento genérico
    a) Fazer o levantamento do número de celebrações dominicais e da média de freqüência (contagem dos participantes durante 4 ou 5 semanas sucessivas).
    b) Fazer o levantamento anual dos sacramentos (Batismo, 1ª Eucaristia, Crisma, Matrimônio) em comparação com dados populacionais (crescimento da população no período; número de nascimentos e número de casamentos no ano, etc.).

    5.2. Levantamento específico
    Fazer o levantamento das famílias e residências do território de cada paróquia e a identificação das famílias católicas, seus membros e dados pastorais/sacramentais, através de visitas que já são um momento de acolhida/evangelização (aproveitar para fazer uma bênção das famílias/casas e uma oração conjunta).
    Obs.: O levantamento estatístico só terá sentido se acompanhado de ações concretas projetadas a partir dos dados levantados (por exemplo: “Missões Populares”; divisão da paróquia em setores e melhora da forma de comunicação e organização da paróquia; etc.).

  6. PLANEJAMENTO

    6.1. A partir dos dados anteriores, planejar ações concretas para se tentar suprir as carências (encaminhamentos de situações problemáticas para as pastorais/serviços específicos, já existentes, ou a sua criação).

    6.2. Estabelecer um cronograma das ações, priorizando aquelas mais urgentes.

  7. EVANGELIZAÇÃO (com certeza a mais importante de todas as ações)

    7.1. Formar missionários/visitadores e organizar equipes de visitação às famílias.

    7.2. Fazer um grande movimento de evangelização (uma espécie de “Missões Populares”) com as seguintes etapas: visitas às famílias; mês de oração nas casas; grande celebração de encerramento do mês de oração; formação de grupos de reflexão/oração que se reúnam com freqüência.

    7.3. Expandir esse trabalho de evangelização a outras regiões.

  8. DESTINATÁRIOS

    8.1. Ad intra
    A população a ser atingida pelo projeto pode ser dividida em quatro grupos principais:
    GRUPO A: Famílias e pessoas que não participam ou que se afastaram da Igreja;
    GRUPO B: Famílias e pessoas que procuram a Igreja para os sacramentos ou para assistência social;
    GRUPO C: Famílias e pessoas que participam das celebrações dominicais;
    GRUPO D: Famílias e pessoas engajadas em movimentos, pastorais, associações, etc.

    8.2. Ad extra
    Trabalhos missionários fora do território e/ou população diocesana, como é o caso do Projeto Missionário com a Diocese de Marabá.

  9. ESTRATÉGIAS E SUBSÍDIOS DIOCESANOS

    9.1. Criação de uma equipe de animação missionária que auxilie as paróquias nos levantamentos dos dados e na realização da evangelização.

    9.2. Encontro específico de formação (treinamento) dos visitadores, pela equipe diocesana, a partir de um cronograma próprio.

    9.3. Curso de manutenção e continuidade da formação, com a disponibilização de subsídios para os agentes (curso de formação para evangelizadores?).

    9.4. Elaboração, impressão e distribuição de livretos com temas de reflexão para a continuidade dos grupos formados e para dar unidade pastoral à Diocese.

    9.5. Seleção e disponibilização de um programa de computador que ajude no cadastramento dos dados e na sua análise e utilização.

  10. PESSOAS E AGENTES

    10.1. Para o desenvolvimento de todas essas ações são necessárias várias equipes, que deverão contar com a designação (por parte do bispo diocesano) de 4 ou 5 padres/diáconos bem preparados e com disponibilidade para assumir a coordenação do projeto e a elaboração dos subsídios e dos cursos de formação e a convocação de agentes leigos bem preparados (dos diferentes movimentos e pastorais), que possam desenvolver o trabalho.

    10.2. A preocupação maior está na equipe de coordenação do projeto e na equipe de formação, que deverão estar bem integradas, para trabalharem na mesma direção.

    10.3. Equipes necessárias:
    a) Coordenação geral do Projeto (COMIDI).
    b) Equipe das “Missões Populares”.
    c) Equipe dos Subsídios e Formação.

  11. PROJETO “PARÓQUIAS IRMÃS”

    11.1. Implantar na Diocese o Projeto “Paróquias Irmãs”, a partir de uma distribuição (por um grupo de padres) das paróquias em dois grupos: a) que podem ajudar; b) que necessitam de ajuda.

    11.2. Contato com os párocos e CPPs das paróquias para a viabilização do Projeto.

    11.3. Propor ações concretas de ajuda mútua entre as paróquias.

    11.4. Acompanhamento do andamento e favorecimento de trocas de experiências.

  12. AMBIENTES OU SITUAÇÕES ESPECÍFICOS


    Na medida do possível, atingir diferentes ambientes ou áreas que precisam de uma atenção especial.

    12.1. Criar capelanias/diaconias ou formas de atendimento dos doentes nos hospitais.

    12.2. Criar capelanias/diaconias para atendimentos dos velórios.

    12.3. Criar formas de evangelização e instrução religiosa nas escolas

    12.4. Criar um esquema de atendimento para as pessoas que passam pela Catedral, envolvendo 10 ou 12 padres que se revezem dedicando 3 ou 4 horas semanais.

Jundiaí, 27 de março de 2007.