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SACRAMENTO DA EUCARISTIA




Introdução

Ia PARTE - A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO EUCARÍSTICO

Disposições Gerais

Partes da Celebração Eucarística

Culto à Eucaristia fora da Missa

Equipes de Liturgia, de Celebração e do Canto

Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística

Acólitos

Bens Culturais da Igreja

IIa PARTE - CATEQUESE EUCARÍSTICA

Comunidades Catequéticas

Pré-Catequese

Preparação para Primeira Comunhão Eucarística

Conteúdo Básico e Metodologia da Catequese da Primeira

Comunhão Eucarística

Os Pais na Catequese de Primeira Comunhão Eucarística

Catequese de Preparação para Primeira Comunhão Eucarística em

Escolas

Momentos da Preparação para a Primeira Comunhão Eucarística

Catequese e Primeira Comunhão Eucarística dos Portadores de

Deficiência

Grupos de Perseverança





Introdução


1. Cristo, ao instituir a Eucaristia, não deu apenas um dom precioso à Igreja, mas deu o dom por excelência, dom de si mesmo, de sua própria pessoa aos peregrinos da grei.


2. Foi às vésperas de sua morte sacrifical que Cristo instituiu este augusto e santo sacramento como memorial de sua Páscoa, de sua presença, de ação salvífica, "na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: 'Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim'. Do mesmo modo, após a ceia, também tomou o cálice, dizendo: 'Este cálice é a nova Aliança em meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de mim'" (I Cor 11,23-25).


3. A Igreja nasce deste mistério, como nos lembra o Papa João Paulo II em sua encíclica Ecclesia de Eucharistia: Do mistério pascal nasce a Igreja. Por isso mesmo a Eucaristia, que é o sacramento por excelência do mistério pascal, está colocado no centro da vida eclesial. (EE nº.3)


4. Este mistério é vivido pela Igreja como memorial, não no sentido de apenas fazer uma recordação do passado, mas no sentido exato dos termos hebraicos Zikkaron, azkarah, traduzidos no grego por anámnesis, mnemósunon que significam justamente o movimento contrário, ou seja, trazer o passado para a realidade do presente. Por uma ação do poder divino faz-se hoje uma realidade salvífica que não pode estar fixada só no passado.


5. A Eucaristia é a realização esplendorosa da beleza divina, em antítese aos horríveis momentos da cruz. O teólogo Bruno Forte, para explicar esta verdade, usa a bela imagem das flautas. Duas flautas soam de um modo diverso, mas um mesmo Espírito as toca: a primeira proclama a terrível profecia de Isaías: "Nós o vimos, ele não tinha mais nem beleza e nem decoro"( Is 53,2) e a segunda flauta canta: "Ele é o mais belo entre os filhos dos homens"(Sl 45,3). Aparentemente antagônicos, na verdade estes termos são maravilhosamente complementares e progressivos: a morte de cruz, doação plena e irrestrita de Cristo, não aniquila a vida, mas, ao contrário, a partir da ressurreição do domingo pascal, a amplia para alimento de todos os filhos da Igreja, no mistério salutar da Eucaristia.


6. A celebração da Eucaristia é ceia e sacrifício, é presença, é memória, é antecipação do banquete eterno. Este mysterium fidei é celebrado na Missa e, a partir dela, é adorado no Culto Eucarístico nas comunidades dos fiéis, através do qual não só louvam e adoram, mas também dele recebem as luzes necessárias para bem compreendê-lo e assimilá-lo na vida pessoal e eclesial.



Ia PARTE - A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO EUCARÍSTICO


Disposições Gerais


7. Durante todo o ano a missa dominical e dos dias de preceito sejam celebradas com a devida solenidade nas matrizes e em todas as comunidades em que for possível. Onde não for possível a Celebração Eucarística, haja, pelo menos, a Celebração da Palavra, a cargo de um diácono ou ministro leigo, com distribuição da comunhão eucarística.


8. O ponto máximo do ano litúrgico é a Páscoa da Ressurreição. Sejam portanto os fiéis orientados e motivados a uma participação ativa nas celebrações da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor na Semana Maior.


9. É dever sagrado de todos os fiéis participarem digna e conscientemente da Celebração Eucarística todos os domingos e festas de preceito, a não ser que razões graves os impeçam.


10. Nas outras comunidades urbanas ou rurais seja celebrada a Missa, pelo menos uma vez por mês. Os fiéis sejam incentivados à maior freqüência na participação da Mesa Eucarística e a se prepararem digna e espiritualmente para isso.


11. Haja ao menos uma missa diariamente em todas as matrizes, celebrada pelo Pároco ou por outro sacerdote. A missa diária deve ser celebrada havendo ou não intenções marcadas pelos fiéis.


12. A missa diária faz parte da espiritualidade pessoal dos ministros ordenados e não só de seu ministério pastoral. Assim os presbíteros celebrem a Eucaristia todos os dias e os diáconos permanentes procurem dela participar cotidianamente. Quando celebrada em particular, convém que pelo menos um fiel represente a comunidade ausente. Por causa justa e razoável, faltando também este na celebração, omitem-se as saudações, as exortações e a bênção no final da missa.


13. A Celebração da Eucaristia, bem como a Celebração da Palavra com distribuição da comunhão eucarística sempre supõe nos celebrantes e concelebrantes, incluídos os diáconos e fiéis em geral, interiormente o estado de graça e, fisicamente, um jejum de sólidos e líquidos de, pelo menos uma hora. Bebidas alcoólicas, que devem ser tomadas sempre com moderação, sejam evitadas por completo, por um período mais longo, antes das missas.


14. Tendo a Eucaristia, além do caráter sacrifical, um caráter de festa, os fiéis devem cuidar para que seus trajes sejam condizentes com o Sacramento e com o local onde se encontram. Sejam, portanto, orientados para que não participem das celebrações com trajes inconvenientes ou impróprios, como bermudas, camisetas cavadas, vestidos decotados, mini-saias, etc.


15. Nas Celebrações da Palavra sigam-se as orientações do documento nº 52 da CNBB, onde se prevê um rito especial que não coincide com a pura e simples adaptação do rito da missa.


16. O clero e os agentes de pastoral lembrem sempre os fiéis que a missa pela televisão ou rádio não substitui o grave dever da presença na Missa da comunidade. É apenas ato devocional, recomendável, aliás, para enfermos e idosos em idade avançada que não podem ir à Igreja.


17. As Missas podem receber adaptações que não firam as rubricas quando celebradas para grupos especiais tais como: crianças, jovens e outros grupos, tomando-se sempre o cuidado para que não se transformem em "shows".


18. Com relação às chamadas "Missas afro" ou outras do mesmo caráter, as adaptações sejam previamente aprovadas pelo Bispo Diocesano.


19. As Missas chamadas "carismáticas" da Renovação Carismática Católica, bem como as Missas das comunidades "Neo-catecumenais", estas com as modificações aprovadas pela Santa Sé, só podem ser celebradas no âmbito restrito das referidas comunidades, e não nas comunidades paroquiais.


20. A alva (ou túnica) é a veste sagrada comum a todos os ministros ordenados e instituídos de qualquer grau.


21. Para a celebração da Santa Missa, os paramentos dos presbíteros e diáconos são a túnica e a estola da cor do tempo ou dia litúrgico. Pelo menos nos dias solenes, o presbítero que preside use a casula sobre a túnica e a estola e o diácono use a dalmática. A capa pluvial é usada pelo sacerdote nas procissões eucarísticas, nas bênçãos eucarísticas e outras ações sagradas, conforme as rubricas de cada rito.


22. Nas bênçãos eucarísticas solenes, o sacerdote usa também, sobre a capa, o véu umeral ao momento de traçar sobre os fiéis o sinal da cruz com o Santíssimo Sacramento. Os diáconos não usem a capa pluvial, mas apenas o véu-umeral.


23. Nos retiros e dias de atualização teológico-pastoral do clero, os presbíteros e diáconos, sempre revestidos dos paramentos sagrados, concelebrem a Eucaristia, dando assim um testemunho de sua comunhão com o Bispo e o Presbitério e de sua piedade eucarística.


24. Para a celebração da Eucaristia, as normas atuais exigem ao menos duas velas acesas. As âmbulas com as partículas a serem consagradas, bem como o cálice com o vinho sejam colocados sempre sobre o corporal.


25. Para maior informação dos fiéis, seja afixado um cartaz informativo, em lugar visível, à entrada das igrejas e nas secretarias, com os horários da celebração da Eucaristia, das confissões, do atendimento do pároco e de seu vigário paroquial.


26. Além da celebração da Eucaristia, sejam valorizadas legítimas experiências de piedade popular como o culto à Virgem Maria e aos Santos, tríduos, novenas, festas dos padroeiros, oração do terço, procissões, peregrinações aos santuários, etc.



Partes da Celebração Eucarística


27. As normas introdutórias do Missal Romano prevêem certas adaptações e criatividade com o objetivo de facilitar a melhor participação dos fiéis. Estas adaptações, atribuídas ao sacerdote celebrante, na maioria, consistem na escolha de alguns ritos ou textos, ou seja, de cantos, leituras, orações, monições e gestos mais correspondentes às necessidades, preparação e índole dos participantes. Contudo, o sacerdote deve estar lembrado de que ele é servidor da sagrada Liturgia e de que não lhe é permitido, por própria conta, alterar o rito litúrgico. No Missal são indicadas, no devido lugar, certas adaptações que, conforme a Constituição sobre a Sagrada Liturgia, competem respectivamente ao Bispo diocesano ou à Conferência dos Bispos e ao próprio Sacerdote.


28. A absolvição do rito penitencial da Missa não possui a eficácia do Sacramento da Penitência. Nenhum celebrante está autorizado a dar a absolvição sacramental dos pecados neste momento.


29. Os textos bíblicos jamais sejam substituídos por outros textos.


30. O salmo responsorial, como o próprio nome diz, tem caráter de resposta à Palavra, por isso não deve ser escolhido arbitrariamente. Normalmente deve ser cantado, do ambão ou outro lugar adequado.


31. Em todas as Missas dominicais e de preceito faça-se a homilia. Vivamente se recomenda que haja ao menos uma breve homilia também nas Missas semanais. Via de regra, a homilia é proferida pelo próprio sacerdote celebrante ou é por ele delegada a um sacerdote concelebrante ou, ocasionalmente, a um diácono, nunca, porém, a um leigo.


32. A preparação da mesa (corporal, cálice etc.) é função do presbítero ou diácono.


33. Durante a Consagração, desde a epiclese até a apresentação do cálice, o diácono e toda a assembléia normalmente permanecem de joelhos, a não ser que, por motivo de saúde ou falta de espaço, ou o grande número de presentes, ou outras causas razoáveis não o permitam. Contudo, aqueles que não se ajoelham na Consagração, façam inclinação profunda enquanto o sacerdote faz genuflexão após a Consagração. Não se permite, neste momento, nenhum cântico do povo. O uso de campainha não está abolido, não sendo contudo obrigatório, embora recomendável.


34. A doxologia final da Prece Eucarística (por Cristo, com Cristo e em Cristo...) deve ser pronunciada ou cantada apenas pelo sacerdote. O "Amém" dos fiéis deve ser proclamado ou cantado por todos.


35. Também as duas preces após o Pai Nosso (Livrai-nos... e a Oração da Paz...) são próprias do sacerdote e devem ser rezadas em voz alta apenas por ele.



36. O sacerdote e o povo expressem a paz aos que estão mais próximos de maneira sóbria, evitando perturbar o dinamismo do rito. Se houver canto, que seja breve.


37. Os párocos, vigários e diáconos permanentes tenham o cuidado de orientar freqüentemente os fiéis para a santidade e a dignidade da comunhão eucarística, recordando os textos bíblicos da 1Cor 11, 26-29, entre outros.


38. Segundo orientação universal da Igreja, estão impedidas de receber a comunhão eucarística as pessoas que se encontram nos seguintes casos:

a. os que não crêem na presença real de Cristo no Pão e Vinho consagrados;

b. os que estão sob efeito de álcool ou drogas;

c. os que estão vivendo em segunda união mesmo de forma estável;

d. membros de sociedades secretas como lojas maçônicas e outras;

e. os que estejam permanentemente em situação de pecado grave, afastados da confissão sacramental e da participação regular na Missa dominical.


39. A distribuição da Eucaristia cabe ao presidente da celebração, aos sacerdotes concelebrantes e aos diáconos. Não se permite aos fiéis receberem nem o pão nem o cálice consagrados, por si mesmos e, muito menos, passá-los de mão em mão entre si. Havendo necessidade, os ministros extraordinários leigos poderão auxiliar na distribuição da comunhão eucarística. Na falta destes, o Sacerdote pode "ad casum" escolher uma outra pessoa idônea para este serviço.


40. É louvável que os fiéis, como acontece com o próprio sacerdote, recebam a comunhão com hóstias consagradas na mesma Missa. Portanto, em toda Missa deve-se consagrar ao menos um pouco de partículas para serem distribuídas aos fiéis.


41. Na Diocese de Jundiaí, a comunhão é dada na mão, cabendo ao fiel, se desejar, recebê-la na boca. A posição do fiel ao receber a comunhão é, normalmente, de pé. Deve comungar a hóstia na frente do ministro que a distribui.


42. Hoje, permite-se em muitos casos a comunhão sob as duas espécies, uma vez que não há mais dúvidas a respeito dos princípios doutrinários quanto à plena eficácia da comunhão recebida sob uma única espécie. Com a comunhão em duas espécies, aumenta-se o simbolismo, mas não o valor sacramental da presença eucarística.


43. Para os casos previstos de comunhão dos fiéis sob as duas espécies, consultar as anotações gerais introdutórias do Diretório Litúrgico da Igreja no Brasil.


44. A forma mais indicada para a comunhão sob duas espécies é a da intinção. Neste caso, o diácono deve segurar o cálice. Na falta dele, o sacerdote pode escolher um ministro extraordinário da comunhão ou ainda outra pessoa idônea para esse serviço.



Culto à Eucaristia fora da Missa


45. Além da Celebração Eucarística, a Igreja sempre valorizou o culto especial à Sagrada Eucaristia fora da Missa.


46. As Igrejas, portanto, mantenham com a devida dignidade a Capela do Santíssimo Sacramento onde deve estar o sacrário com as reservas eucarísticas. Mantenha-se o costume de haver ali a lâmpada do Santíssimo sempre acesa como sinal da presença eucarística. O sacrário deve ser feito de material nobre, durável, não transparente, e seja normalmente inamovível. Estejam as matrizes e as capelas maiores diariamente abertas para a visitação pública.


47. As capelas do Santíssimo sejam revestidas de especial recolhimento que facilitem o culto eucarístico pessoal e comunitário. Observe-se sempre o silêncio respeitoso neste ambiente, bem como em todo corpo da igreja, para que sejam reconhecidamente lugares sagrados de oração.


48. Fazem parte especial do culto eucarístico fora da Missa, as Bênçãos com o Santíssimo Sacramento. Devem ser precedidas, em geral, por um momento de adoração. É aconselhável em todas as paróquias, especialmente nas matrizes, haver ao menos uma vez por semana, uma Hora Santa ou Vigília Eucarística, que concluam com a Bênção Eucarística. Somente ministros ordenados podem dar a Bênção com o Santíssimo Sacramento. Lembrem-se os presbíteros e os diáconos de também eles fazerem a sua Adoração ao Santíssimo ao menos uma vez por semana, além de sua oração diária.


49. Tendo lugar especial no Calendário litúrgico o dia de Corpus Christi, seja celebrado com a devida solenidade e a preparação de ao menos um Tríduo Eucarístico. É louvável que seja celebrado em conjunto com outras paróquias.



Equipes de Liturgia, de Celebração e do Canto


50. Todas as paróquias e comunidades tenham sua equipe de liturgia e canto. Cabe ao pároco preparar zelosamente tais equipes.


51. As equipes de liturgia têm a função de preparar cuidadosa e dignamente as celebrações da comunidade. Organizem para isso também equipes de celebração que auxiliem o pároco e o diácono. Participam da equipe de celebração os ministros extraordinários da comunhão eucarística, acólitos, leitores, salmistas, comentaristas ou monitores e outros que forem necessários.


52. Tome-se o cuidado de escolher para essas equipes pessoas idôneas, de vida pessoal, familiar e comunitária exemplares.


53. Além da equipe de celebração, têm função especial o grupo de cantores e os corais, pois a eles se confia, particularmente, o ministério de fazer presente a beleza na liturgia e de facilitar a participação dos fiéis.


54. Os cânticos devem ser sempre apropriados para a liturgia e adequados ao momento litúrgico (entrada, ofertório, comunhão etc.), bem como adequados ao caráter de cada tempo do Ano Litúrgico.


55. É louvável que haja a participação de instrumentos musicais nas celebrações, respeitando, contudo, a índole dos tempos litúrgicos, sobretudo o advento e a quaresma, quando a música deve ser mais sóbria. Tome-se o cuidado, contudo que os instrumentos sejam usados com moderação, especialmente os instrumentos de percussão. Observe-se o caráter sagrado no uso dos instrumentos musicais. No caso de exagero dos músicos, sobretudo dos bateristas, o pároco lhes exija o cumprimento desta norma.


56. Organizem-se também equipes de acolhida para todas as celebrações da comunidade.


57. Cuide-se de modo especial dos livros litúrgicos, particularmente o Evangeliário e Lecionário, destinados à proclamação da Palavra de Deus, que são sinais e símbolos litúrgicos de real importância. Sejam, na medida do possível, apresentados com arte e beleza, além de limpos e bem conservados.


58. Tenha-se especial cuidado e zelo pela limpeza, ornamentação, organização das alfaias, paramentos e ambiente geral das igrejas e capelas. Para isto colaboram especialmente os sacristães e ostiárias e outras equipes de trabalho.



Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística


59. Para auxiliar na distribuição da Sagrada Comunhão, sejam escolhidos homens e mulheres para o serviço de ministros(as) extraordinários(as) da Comunhão Eucarística que devem ser devidamente preparados pelo pároco e seus auxiliares.


60. É necessária a devida aprovação do Bispo Diocesano aos nomes indicados pelo pároco em lista apresentada com a devida antecedência, com os nomes, a idade e o estado civil. Uma vez aprovados e investidos, a Cúria fornecerá ao ministro uma carteira de identificação.


61. Sejam escolhidos para esse ministério pessoas de comprovada idoneidade, isentos de qualquer situação desabonadora, de vida comunitária exemplar, fervorosos de espírito. Os casados sejam de famílias bem constituídas. Pessoas de vida matrimonial irregular não podem ser escolhidos para tal ministério.


62. No caso de solteiros, além dos requisitos mencionados acima, exige-se a idade mínima de trinta anos.


63. Dada a sua especial importância, o ministério extraordinário da comunhão eucarística exige, pelo menos, a preparação de quatro meses, com encontros semanais.


64. O serviço do altar deve ser feito pelos pequenos(as) acólitos(as). Na falta destes, os ministros podem exercer este serviço.


65. Os ministros estejam sempre, no exercício de suas funções, revestidos de veste litúrgica (túnica ou jaleco).


66. Após a preparação do ministro e da sua devida aprovação pelo Bispo Diocesano, os párocos cuidem de organizar o rito de investidura perante a comunidade. De tal rito deve constar a profissão de fé e o compromisso de fidelidade dos novos ministros. Pode-se entregar, neste rito, a veste litúrgica ou ainda algum símbolo próprio desse ministério extraordinário.


67. O tempo de duração do exercício do ministério de comunhão Eucarística é de cinco anos, podendo haver a renovação, para a mesma pessoa, apenas para mais um período seqüente. Tendo observado um intervalo de três anos sem exercer o ministério, tal pessoa pode ser reapresentada pelo pároco, caso seja necessário. Casos especiais dependem da autorização do Bispo Diocesano.


68. Por motivos graves de conduta pessoal, o pároco deve comunicar ao ministro a suspensão imediata de seu ministério.


69. É função também do ministro levar a comunhão eucarística para os enfermos. Para isto é necessário que haja uma integração dos trabalhos com a equipe da pastoral da saúde.


70. Cuidem os ministros de verificar se os doentes estão devidamente preparados para a comunhão eucarística e motivá-los para a confissão sacramental.


71. A comunhão aos enfermos deve ser ministrada dentro de uma pequena celebração da qual não falte a proclamação da Palavra. Os familiares são convidados a participar, sendo permitido ministrar a comunhão também a estes, caso desejem e estejam preparados.


72. Não se permite aos ministros a conservação das espécies eucarísticas em suas residências. As partículas não consumidas deverão ser recolocadas no sacrário imediatamente.


73. Os seminaristas só podem exercer este ministério se foram devidamente investidos.



Acólitos


74. Seguindo antiqüíssima tradição da Igreja, sejam admitidos para o serviço do altar, acólitos. Entre estes se destacam hoje os pequenos(as) acólitos(as) já costumeiros(as) em nossa diocese. Tal costume é vivamente recomendável, seja em seguimento à formação da vivência da piedade eucarística, seja como instrumento de animação vocacional. Além das crianças, podem também ser formados jovens e adultos para este ministério.


75. Os acólitos e os(as) pequenos(as) acólitos(as) servirão ao altar, com dignidade, respeito e a devida preparação.


76. Formem-se em todas as comunidades paroquiais, nas igrejas matrizes e capelas maiores, grupos de pequenos(as) acólitos(as), como recomendou recentemente a Sé Apostólica Romana.


77. Sejam os grupos de pequenos acólitos constituídos de crianças de sete até doze anos de idade e o de acólitos a partir desta idade. Os pais estimulem seus filhos(as) a ingressarem em tais grupos dos pequenos acólitos e os jovens nos grupos de acólitos.


78. O pároco, pessoalmente, ou o vigário paroquial, se interessem por esses grupos, confiando o seu acompanhamento direto a uma catequista ou a um casal com boa formação religiosa e litúrgica.


79. A responsabilidade primeira e maior pela formação religiosa e moral, litúrgica e eucarística dos acólitos e pequenos(as) acólitos(as) é do pároco, de seu vigário paroquial ou diácono permanente por ele designado, auxiliados por leigos que colaborem nesta função.


80. Promovam-se encontros formativos, de espiritualidade e de lazer para acólitos(as) e pequenos(as) acólitos(as).


81. Nas Celebrações Eucarísticas e outras, cuide-se de que sejam respeitadas as funções próprias dos acólitos(as) e dos pequenos(as) acólitos(as).


82. Os acólitos(as) e pequenos(as) acólitos(as) estejam sempre revestidos com vestes litúrgicas, dignas, limpas e bem passadas e nunca sejam admitidos ao serviço do altar com trajes inconvenientes ou impróprios.



Bens Culturais da Igreja


83. Foi constituída na Diocese, como recomenda a Santa Sé, a Comissão de Bens Culturais da Igreja. Sua função é cuidar da boa orientação a respeito da construção e da preservação dos templos, dos espaços litúrgicos, dos altares, de forma especial de tudo o que se relaciona com a Eucaristia, ápice da celebração cristã, como: a mesa da Eucaristia, a mesa da Palavra, a cadeira presidencial etc., bem como a preservação de todos os bens artísticos e documentais que constituem o patrimônio cultural e histórico da Igreja.


84. Os projetos arquitetônicos de construção e de reformas das igrejas e capelas, sobretudo os prédios de valor histórico e artístico, devem ser aprovados pelo Bispo, que consultará a Comissão de Bens Culturais. Associe-se a isto a necessária catalogação e inventário dos bens artísticos e culturais da Igreja na paróquia, incluindo objetos litúrgicos, imagens, móveis, etc. Atenção especial se dê ao arquivo e à biblioteca paroquiais. Cabe aos párocos tomar as devidas providências para tal catalogação e inventário, revendo-os e renovando-os freqüentemente.



IIa PARTE - CATEQUESE EUCARÍSTICA


Comunidades Catequéticas


1. Os(as) catequistas, em todas as paróquias, sejam reunidos na Comunidade Catequética, constituída por todos que estarão a serviço da Palavra de Deus, da Evangelização e Catequese das crianças. A responsabilidade pela Comunidade Catequética é do pároco, em primeiro lugar, do vigário paroquial, do diácono ou do(a) coordenador(a) da Catequese.


2. Os(as) catequistas tenham vida cristã, familiar e profissional exemplar, sendo devidamente capacitados para o seu serviço de Igreja. Jamais sobreponham a "sua" verdade à Verdade de Jesus Cristo e ao Magistério da Igreja.


3. A Comunidade Catequética reúna-se ao menos mensalmente, com o objetivo de os(as) catequistas crescerem na fé, habilitarem-se melhor para o seu ministério, trocarem experiências, resolverem os problemas que houver, avaliarem o trabalho feito e confraternizarem-se entre si.


4. É dever de todos os(as) catequistas, participarem do Encontro Diocesano Anual de Catequistas como, também, dos encontros em suas Regiões Pastorais e comunidades paroquiais.


5. A paróquia coloque à disposição dos(as) catequistas os textos, recursos audiovisuais e outros, necessários para o seu aprimoramento.



Pré-Catequese


6. Haja nas paróquias e comunidades uma séria preocupação com a Pré-Catequese de crianças de quatro a oito anos.


7. O ideal é que seus pais assumam a sua primeira evangelização e catequese. Não o fazendo, é responsabilidade dos párocos e coordenadores(as) da Catequese Paroquial organizarem grupos de crianças para a pré-catequese.


8. Seja a pré-catequese adaptada à capacidade e psicologia das crianças e o mais motivadora possível, usando-se com freqüência vídeos bíblico-catequéticos, dramatizações, cartazes etc.



Preparação para Primeira Comunhão Eucarística


9. Levando-se em conta a importância e a centralidade da Eucaristia na vida da Igreja, da comunidade paroquial e de todos os cristãos, a preparação para a Primeira Comunhão deve ser um momento forte de catequese eucarística para as crianças e, se for o caso, também para adolescentes, jovens e adultos que ainda não a tenham feito.


10. Insistam os catequistas no dever da comunhão pascal e da comunhão freqüente, incentivando as crianças à Celebração Eucarística de preceito e à piedade eucarística.


11. A comunhão eucarística somente poderá ser administrada para crianças que tenham o pleno uso da razão ou, se deficientes mentais, tiverem o mínimo de consciência e de preparação adequada às suas limitações.


12. A preparação para a Primeira Comunhão Eucarística poderá ser iniciada aos oito anos de idade, normalmente na segunda série do Ensino Fundamental.


13. Excepcionalmente, o pároco e o(a) coordenador(a) da Catequese de Primeira Comunhão Eucarística poderão autorizar que uma criança, devidamente preparada por seus pais, possa fazer a sua Primeira Comunhão antes dos dez anos de idade. Tais crianças sejam examinadas pela paróquia a fim de comprovar sua preparação.


14. O tempo mínimo de preparação deverá ser de dois anos letivos. Os encontros semanais tenham o mínimo de uma hora de duração.


15. As inscrições para a Catequese de Primeira Comunhão Eucarística sejam feitas pela mãe, pai ou responsável. Haja ao menos uma reunião com os pais para dar orientações a respeito da catequese de seus filhos e eliminar eventuais dúvidas.


16. Na inscrição dos catequizandos, verifique-se se foram validamente batizados e, em caso de dúvidas, sejam batizados sob condição.



Conteúdo Básico e Metodologia da Catequese da Primeira Comunhão Eucarística


17. A Bíblia e o Catecismo da Igreja Católica são textos básicos obrigatórios para as(os) catequistas em toda a Diocese de Jundiaí. Neles está o que a Igreja crê, vive, celebra e ora. Nenhum(a) catequista afaste-se do Magistério oficial da Igreja no exercício de seu ministério.


18. A catequese nas paróquias observe com fidelidade as orientações dos documentos da Santa Sé, da CNBB e da Diocese, a respeito do tema.


19. O texto adotado para as crianças contenha, ao menos, as principais verdades da fé: Santíssima Trindade, pessoa de Jesus Cristo, Maria Santíssima, Sacramentos, Igreja, os mandamentos do Decálogo, as principais orações e orientações sobre a História da Salvação.


20. Durante a preparação para a Primeira Comunhão Eucarística valorize-se, especialmente, a doutrina sobre os Sacramentos da Penitência e da Eucaristia.


21. No período de preparação, as crianças sejam incentivadas vivamente à integração na vida da comunidade paroquial, sobretudo, à freqüência da missa dominical.


22. Utilizem-se na Catequese de Primeira Comunhão Eucarística, com freqüência, os recursos audiovisuais, slides, vídeos bíblico-catequéticos, CD-Room, cânticos, dramatizações, quadros etc.



Os Pais na Catequese de Primeira Comunhão Eucarística


23. Todo o processo de preparação para a Primeira Comunhão Eucarística envolva os pais ou tutores dos catequizandos inscritos.


24. É vivamente recomendada a catequese familiar, segundo experiências válidas feitas em várias comunidades paroquiais da Diocese.


25. A família seja sempre integrada na ação catequética paroquial. Haja reuniões periódicas com pais e responsáveis.



Catequese de Preparação para Primeira Comunhão Eucarística em Escolas


26. Ouvido o pároco e o(a) coordenador(a) da Catequese, o Bispo Diocesano poderá autorizar a formação de grupos de crianças que se preparem para a Primeira Comunhão Eucarística em escolas católicas ou em outras escolas que o solicitem.


27. As condições para a formação de tais grupos são: início da preparação a partir dos oito anos, na segunda série do Ensino Fundamental, dois anos de duração, texto adotado pela Paróquia em que a Escola esteja situada e participação dos pais nas reuniões programadas em comunhão com a Paróquia, contato permanente com o pároco. É recomendável, nestes casos, haver na escola a pré-catequese para as crianças que ainda não estão cursando a segunda série.


28. Em casos normais, a Primeira Comunhão Eucarística seja feita na Igreja Matriz ou em Capela Pública da comunidade.


29. As crianças inscritas nos grupos de preparação de suas escolas sejam orientadas para as Missas paroquiais de crianças.


30. Os(as) catequistas, que preparam crianças para Primeira Comunhão Eucarística em escolas públicas ou particulares, devem ser aprovados pelo pároco.



Momentos da Preparação para a Primeira Comunhão Eucarística


31. Decorrido o primeiro ano da preparação, as crianças deverão fazer a sua primeira confissão, devidamente motivadas para a mesma. Seja essa confissão precedida ou realizada em um rito penitencial comunitário. Antes do dia da Primeira Comunhão Eucarística, propiciem-se, a todas as crianças já preparadas, sacerdotes para as confissões auriculares.


32. No decorrer da preparação, sejam as crianças orientadas e incentivadas para as celebrações eucarísticas dominicais. Promovam-se celebrações, em preparação para o Natal, Páscoa e outras celebrações do calendário litúrgico da Igreja e ainda para as comemorações do dia das mães, dia dos pais, dia do Padre e outras que acharem convenientes.


33. A renovação dos compromissos do Batismo seja feita, na medida do possível, com destaque, na mesma semana da Primeira Comunhão Eucarística, em Celebração Eucarística ou outra celebração bem preparada, na presença dos seus pais ou tutores.


34. Dê-se à Missa de Primeira Comunhão Eucarística toda a solenidade possível, delas participando os seus pais, responsáveis e parentes. Permite-se que haja uma Celebração da Eucaristia em horário especial e sempre em dia festivo para a Primeira Comunhão.


35. Evite-se o luxo, tanto na ornamentação do local quanto nas vestes das crianças, recomendando-se a superação das diferenças e classes sociais em seus trajes.


36. Os pais sejam instantemente incentivados a se confessarem na ocasião e comungarem no dia da Primeira Comunhão Eucarística dos seus filhos.



Catequese e Primeira Comunhão Eucarística dos Portadores de Deficiência


37. Em todas as paróquias da Diocese haja uma especial preocupação com a Catequese de crianças portadoras de deficiências físicas ou mentais.


38. Organizem-se para elas grupos especiais de preparação para a Primeira Comunhão Eucarística e Crisma.


39. Portadores de deficiência física - surdos, mudos, cegos, paralíticos - sejam preparados levando-se em consideração as suas limitações.


40. Deficientes mentais merecem uma atenção toda especial. Na medida em que tiverem um mínimo de entendimento e de consciência, podem, devem e têm o direito de ser preparados para a Primeira Comunhão Eucarística, com as limitações de cada caso.


41. Recomenda-se a formação de grupos de portadores de deficiência que se preparem para a Primeira Comunhão Eucarística nas próprias APAES ou, em outras entidades congêneres abertas a isso.


42. Para um deficiente receber a comunhão Eucarística é necessário que saiba, ao menos, distinguir o pão-eucarístico do pão comum.



Grupos de Perseverança


43. Cuide-se, imediatamente depois da Primeira Comunhão Eucarística de encaminhar as crianças para grupos de perseverança.


44. Sejam esses grupos de perseverança organizados em todas as paróquias e suas comunidades. Neles se dê continuidade à catequese de Primeira Comunhão Eucarística, agora adaptada à psicologia dos pré-adolescentes.


45. Pais e mães sejam envolvidos no acompanhamento dos grupos de perseverança que podem funcionar nas igrejas ou em outros lugares apropriados.


46. Sejam valorizadas experiências como a formação de corais e grupos teatrais de pré-adolescentes, visitas periódicas a creches, orfanatos, asilos e igrejas. Gincanas, passeios ecológicos e ciclísticos, lazer comunitário são outras experiências motivadoras e envolventes dos pré-adolescentes dos grupos de perseverança.