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Nascido
em Sousas, município de Campinas, em 19 de setembro de 1927,
Dom Amaury Castanho fez os seus estudos primários naquele
distrito e os secundários no Seminário Diocesano "Santa
Maria" de Campinas, nos anos de 1940 a 1943.
A
sua formação superior foi realizada na Pontifícia
Universidade Gregoriana, de Roma, licenciando-se em Filosofia em
1947, e em Teologia no ano de 1951. Foi ordenado presbítero
na igreja do "Gesù", em Roma, dia 7 de outubro
de 1951 retornando em seguida ao Brasil.
Entre
os anos de 1952 e 1968 foi, seguidamente, Professor, Secretário
Geral e Diretor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras,
exercendo, de fato, em várias oportunidades, a Vice-Reitoria
da então Universidade Católica de Campinas. Nesses
anos foi ainda Capelão de Casas Religiosas e Assistente Eclesiástico
da Juventude Estudantil Católica masculina e feminina. Entre
1956 e 1969 foi o responsável pela Redação
e Administração d A Tribuna, semanário
da Arquidiocese de Campinas.
Em
1952 conseguiu o registro de jornalista, profissão que sempre
exerceu. No ano de 1969, a pedido do Cardeal Arcebispo de São
Paulo,Dom Agnelo Rossi transferiu-se para a capital paulista, servindo
a Igreja como responsável pela Pastoral dos Meios de Comunicação
da Arquidiocese.
Entre
os anos de 1969 e 1974 foi Diretor da Redação d
O São Paulo, organizou o Centro de Informações
"Ecclesia", mais conhecido como CIEC, tendo retornado
a Campinas, sua Arquidiocese. De 1974 a 1976 foi Pároco
Substituto na Igreja Catedral, organizando o Conselho Pastoral,as
Catequeses de Primeira Eucarístia e Crisma, a Pastoral da
Juventude e a Pastoral dos Arranha-Céus.
O
Papa Paulo VI o nomeou Bispo Auxiliar de Sorocaba em 21 de julho
de 1976. Foi sagrado na Catedral de Campinas em 7 de outubro de
1976, dia em que completava 25 anos de seu sacerdócio. Em
8 de dezembro de 1980, o Papa João Paulo II o nomeou Bispo
Diocesano de Valença, Estado do Rio de Janeiro, onde permaneceu
até abril de 1989, aceitando ser Bispo Coadjutor de Jundiaí
com direito à sucessão de Dom Roberto Pinarello de
Almeida.
Dia
2 de outubro de 1996, tomou posse como terceiro Bispo Diocesano
de Jundiaí, distinguindo-se por sua criatividade e zelo pastoral,
criando novas Paróquias, tendo ordenado 25 presbíteros
e 35 novos diáconos permanentes, erigindo as três primeiras
Diaconias da Diocese, escrevendo Cartas Pastorais e novos livros,
enviando artigos semanais para vários jornais. Dia 23 de
janeiro de 1999, inaugurou a Nova Cúria, o Museu Diocesano
"Cardeal Dom Agnelo Rossi", a Livraria " João
Paulo II " e o Centro Diocesano de Recursos Áudio Visuais
Catequéticos, em moderno e funcional prédio no bairro
Anhangabaú.
No ano
2000 foi inaugurado o Centro Diocesano de Pastoral no qual funcionam
80% dos Serviços, Pastorais, Associações Religiosas
e novos Movimentos eclesiais. A Capela dedicada a Cristo Rei é
o coração do moderno Edifício sito à
Rua Engenheiro Roberto Mange, 400, no bairro central de Jundiaí,
Anhangabaú. Com 2.700m2 de área construída conta com
um Anfiteatro dedicado ao Papa Pio XII e 50 salas. As cidades de
Sorocaba, Jundiaí, Itu, Salto, Cabreúva, Louveira
e Cajamar concederam a Dom Amaury Castanho o titulo de Cidadão
Honorário.
Ao
completar 75 anos, em 19 de setembro de 2002, apresentou Carta de
Renúncia ao Papa João Paulo II, como pede o Código de Direito
Canônico. Em 7 de janeiro de 2004, foi nomeado o Bispo Dom Gil
Antônio Moreira como seu sucessor à frente da Diocese de Jundiaí.
Em 15 de fevereiro de 2004, com a posse de Dom Gil, o quarto Bispo
Diocesano de Jundiaí, em solenidade presidida pelo Cardeal
Arcebispo de São Paulo, Dom Cláudio Hummes, no Ginásio Municipal
"Doutor Nicolino de Lucca"(Bolão), Dom Amaury passou a
ser Bispo Emérito da Diocese de Jundiaí, mudando-se para a cidade
de Itu.
Na "Roma Brasileira" dom Amaury continuou se dedicando à celebração diária da santa missa e a escrever seus artigos semanais, atendendo diariamente os fiéis ituanos em confissões e aconselhamentos. Também passou a aceitar com mais freqüência a participação em palestras e retiros, como pregador ou palestrante.
Em setembro de 2005 passou por delicada cirurgia que o privou de parte do intestino e detectou a presença de um tumor maligno. Submetido a tratamento quimioterápico, combateu sua enfermidade com uma disposição que surpreendeu a muitos, sem deixar de lado qualquer um de seus compromissos pastorais.
Após meses de tratamento, dom Amaury Castanho veio a falecer no dia 1º de junho de 2006, no Hospital Paulo Sacramento em Jundiaí, vítima de falência múltipla de órgãos causada pelo câncer em estado generalizado. Nas palavras de dom Gil Antônio Moreira, faleceu orando pela Igreja e todo o povo de Deus, dizendo-se tranqüilo e serenamente pronto para seu encontro pessoal com o Senhor.
No dia 2 de junho, após a missa exequial presidida por dom Cláudio Hummes, cardeal arcebispo de São Paulo, e concelebrada por 15 bispos, o corpo de dom Amaury foi sepultado na cripta da Catedral Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí, onde também estão sepultados os dois primeiros bispos diocesanos.
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